Chefe do judiciário iraniano afirmou que “os principais elementos” serão julgados publicamente Internacional, Irã, Manifestantes, Oriente Médio, Protestos CNN Brasil
Manifestantes no Irã acusados de violência ou atividades “terroristas” terão “prioridade no julgamento e na punição”, afirmou o chefe do judiciário do país, Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, segundo a mídia estatal.
Os comentários aumentam a preocupação com as milhares de pessoas que teriam sido presas durante os protestos antigovernamentais em massa.
Mohseni-Eje’i passou cinco horas em uma prisão de Teerã revisando o status e os processos dos detidos recentemente, informou a emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) nesta quarta-feira (14).
Ele acrescentou que os julgamentos daqueles que chamou de “os principais elementos” entre os manifestantes serão realizados publicamente.
O chefe do judiciário foi alvo de sanções dos Estados Unidos e da União Europeia por violações dos direitos humanos contra o povo iraniano, incluindo a supervisão da detenção e tortura de ativistas, jornalistas e manifestantes.
Mais de 18.137 pessoas foram presas desde o início dos protestos atuais, segundo a HRANA (agência de notícias da organização Human Rights Activists), sediada nos EUA.
A preocupação aumenta em relação ao manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, após o Departamento de Estado dos EUA afirmar que as autoridades iranianas planejavam executá-lo hoje.
Soltani não teve direito a um advogado nem a um novo julgamento após ser condenado à morte, e seu julgamento foi acelerado, segundo um familiar.
Sentenças de morte apressadas e julgamentos simulados são comuns no Irã, afirmaram especialistas à CNN.
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