Fundo tem liquidez de 2,32 — pouco abaixo da meta de 2,5% — e há temores sobre redução deste patamar com resgate de R$ 41 bilhões Macroeconomia, Banco Master de Investimento, Bancos, CNN Brasil Money CNN Brasil
O presidente do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), Daniel Lima, disse em entrevista à CNN nesta quinta-feira (20) que o caso do Banco Master não leva riscos ao mecanismo, já que a instituição não estava “altamente conectada” com outros bancos e que sua liquidação “não foi uma surpresa”.
“Em termos de risco, não vamos precisar ter muita pressa com essa história. Não vemos um banco altamente conectado com outros bancos, nem uma surpresa. Quando acontece uma liquidação bancária e é uma surpresa, as pessoas podem ficar ansiosas e haver uma corrida bancária”, disse.
“Neste caso, é algo que já vinha sendo amplamente divulgado. Nossa análise de risco mostra que é um caso isolado, e temos tempo para discutir com a indústria, com os bancos, com o Banco Central a recomposição do patamar de liquidez ao longo do tempo”, disse.
Acontece que, segundo regras, o fundo precisa ter liquidez equivalente a 2,5% de depósitos elegíveis. No primeiro semestre, o fundo contava com R$ 122 bilhões e estava no patamar de 2,32%. Agora, cerca de R$ 41 bilhões serão utilizados no resgate do Master, o que leva a questionamentos sobre sua solidez.
Lima defende que o fundo segue robusto e, além disso, teria acesso a bolsos de liquidez e à antecipação de contribuição dos bancos caso haja necessidade de recomposição.
Na conversa com a CNN, o presidente do FGC ainda indicou que os reembolsos do Banco Master devem começar ainda neste ano. Após receber a lista de credores e valores a serem ressarcidos, os pagamentos começam em dois dias úteis.
“Não tem prazo específico para o liquidante mandar a lista. Mas se a gente olha para os últimos processos de pagamento, tomou entre 30 e 40 dias. A gente recebe essa lista e em dois dias úteis já está começando a fazer os pagamentos. A tendência é de que comece a pagar ainda neste ano”, disse.

