Ministro das Relações Exteriores se reúne com o governo norte-americano nesta quinta-feira (16) para tratar do tarifaço Macroeconomia, CNN Brasil Money, Estados Unidos, Fernando Haddad, Marco Rubio, Ministro da Fazenda, MP do IOF CNN Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que conversou com o ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, para tratar do encontro previsto entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos nesta quinta-feira (16). O lado brasileiro dedicou a tarde da última quarta-feira (15) para as preparações do encontro.
“Ele [Mauro Vieira] me pareceu bastante confiante no clima que se restabeleceu entre os dois governos. O clima mudou. Não sei o caminho que temos pela frente ainda, mas acredito que a gente abriu uma avenida para estabelecer relações cordiais, isolando essa questão política da questão econômica”, disse Haddad.
Segundo apuração da CNN, o ministro Mauro Vieira escalou três auxiliares para participar da reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O encontro deve acontecer na Casa Branca, em Washington.
A sobretaxa de 40% sobre os produtos brasileiros está em vigor desde 6 de agosto. De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o Brasil já solicitou a Donald Trump que a tarifa seja suspensa já na fase de negociação.
MP do IOF
Em relação à MP (medida provisória) com alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que foi rejeitada pela Câmara dos Deputados, Haddad disse que ainda não tratou do tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Haddad esteve no Palácio do Alvorada na última quarta-feira (15), residência oficial do presidente Lula. Mas, segundo o ministro, os dois não debateram as alternativas para substituir a arrecadação prevista com a MP durante o encontro.
O chefe da pasta econômica já havia sinalizado publicamente que a sua equipe elaborou diferentes cenários para lidar com a derrota da MP do IOF. O governo estimava arrecadar R$ 17 bilhões com as medidas em 2026.
Sem a MP, a equipe econômica precisa implementar outras alternativas para fechar as contas públicas no próximo ano, quando o governo prevê superávit primário de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto).
Haddad disse que há cenários em que o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026 pode ser alterado, e outros em que o Orçamento será preservado. A decisão sobre qual cenário será implementado cabe a Lula.
Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050

