Economistas agora esperam que o resultado primário em 2025 seja de um saldo negativo de R$ 70,877 bilhões, contra visão anterior de déficit de R$ 72,107 bilhões Macroeconomia, Boletim Prisma, CNN Brasil Money, Déficit, Dívida pública, Ministério da Fazenda, PIB (Produto Interno Bruto), Receitas CNN Brasil
Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda melhoraram as previsões para o resultado primário do governo em 2025 e 2026, estimando receitas maiores, e também previram cenário mais benéfico para a dívida pública bruta nos dois anos, mostrou nesta quinta-feira (14) o relatório Prisma Fiscal de agosto.
Os economistas agora esperam que o resultado primário em 2025 seja de um saldo negativo de R$ 70,877 bilhões, contra visão anterior de déficit de R$ 72,107 bilhões. Para 2026, a projeção para o resultado primário foi a um déficit de R$ 81,064 bilhões em agosto, ante R$ 89,374 bilhões no mês passado.
O governo tem como meta alcançar déficit zero em 2025 e superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026.
A pesquisa também mostrou que a expectativa mediana é que a dívida bruta do governo geral chegue a 79,80% do PIB ao final de 2025, abaixo dos 80% projetados em julho. Em 2026, a previsão é de que a dívida alcance 83,87% do PIB, ante projeção anterior de 84,10%.
Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central subiu para este ano e o próximo.
A projeção indica a entrada de R$ 2,323 trilhões em 2025, contra R$ 2,318 trilhões estimados em julho. Em 2026, o dado é visto em R$ 2,491 trilhões, contra R$ 2,482 trilhões projetados há um mês.
Na frente dos gastos, houve aumentos nas previsões para as despesas do governo central neste ano, a R$ 2,395 trilhões, de R$ 2,394 trilhões anteriormente, e no próximo, a R$ 2,577 trilhões, de R$ 2,574 trilhões no mês passado.
O mercado tem demonstrado preocupação com a capacidade do governo de melhorar a trajetória das contas públicas, com dúvidas sobre a sustentação do arcabouço fiscal e a trajetória de gastos, enquanto o choque nos juros pelo Banco Central tende a elevar o custo da dívida pública.
Na quarta-feira, analistas demonstraram preocupação com o plano apresentado pelo governo para enfrentar os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que inclui uma lei para deixar gastos fora da contabilidade da meta fiscal, procedimento que hoje não é permitido.
A coleta das respostas do Prisma de agosto foi feita antes desse anúncio.
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