Papéis chegaram a valorizar 4%, já que a medida aliviou parte da apreensão de investidores Negócios, CNN Brasil Money, Mark Zuckerberg, Meta, Metaverso CNN Brasil
A Meta planeja cortar até 30% do orçamento em esforços no metaverso, de acordo com informações Bloomberg News nesta quinta-feira (4), que citou fontes familiarizadas com as discussões.
As ações da gigante de tecnologia chegaram a subir 4%, já que a medida aliviou parte da apreensão dos investidores em relação à aposta de bilhões de dólares feita pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg, na iniciativa, que resultou em um prejuízo de mais de US$ 60 bilhões desde 2020. Por volta das 15h35, no horário de Brasília, os papéis valorizavam 3,95%, a US$ 664,85.
Os cortes propostos para o metaverso fazem parte do planejamento orçamentário anual da empresa para 2026, que incluiu uma série de reuniões em uma propriedade de Zuckerberg no Havaí no mês passado, informou a Bloomberg.
Cortes tão expressivos provavelmente incluiriam demissões já em janeiro, segundo a reportagem. A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
“Uma jogada inteligente, só que tardia”, disse Craig Huber, analista da Huber Research Partners. “Esta parece ser uma mudança drástica para alinhar os custos com uma perspectiva de receita que certamente não é tão próspera quanto a administração previa anos atrás”.
O grupo está localizado dentro da Reality Labs, que produz os óculos inteligentes de realidade mista Quest e óculos de realidade aumentada que serão lançados em breve.
A Meta tem enfrentado dificuldades para vender a visão de um metaverso imersivo de mundos virtuais interconectados e expandir o mercado para além do nicho da comunidade gamer.
No entanto, a empresa conquistou uma vantagem inicial com os óculos inteligentes, enquanto concorrentes como Google (da Alphabet) e Apple não conseguiram capitalizar o potencial de mercado em suas tentativas iniciais.
O anúncio surge em um momento em que a Meta se esforça para se manter relevante na corrida no segmento de Inteligência Artificial, após a má recepção de seu modelo Llama 4.
Para impulsionar suas metas ambiciosas, a Meta comprometeu-se a investir até US$ 72 bilhões este ano. No geral, espera-se que as grandes empresas de tecnologia invistam cerca de US$ 400 bilhões em IA este ano.
A empresa reorganizou seus esforços em IA sob a Superintelligence Labs no início deste ano, com Zuckerberg liderando uma campanha de recrutamento de talentos, fazendo ofertas para startups e cortejando diretamente candidatos no WhatsApp com propostas de remuneração milionárias.
Além disso, Bruxelas abriu uma investigação antitruste contra a Meta por causa do lançamento de recursos de inteligência artificial no WhatsApp, informou a Comissão Europeia nesta quinta-feira (4).
E as práticas de segurança das principais empresas de inteligência artificial, como Anthropic, OpenAI, xAI e Meta, estão “muito aquém dos padrões globais emergentes”, de acordo com uma nova edição do índice de segurança de IA do Future of Life Institute, divulgada na quarta-feira (3)

