Chanceleres de Argentina e Paraguai criticaram Venezuela em meio a tensões com EUA; ministros foram uníssonos sobre necessidade de fechar tratado comercial com europeus Macroeconomia, Acordo Mercosul-UE, CNN Brasil Money, Líderes internacionais, Mercosul, Venezuela CNN Brasil
Os ministros de Relações Exteriores do Mercosul se reuniram em Foz do Iguaçu, no Paraná, antes do encontro entre os presidentes do bloco e deram o tom que permeará a Cúpula de Líderes marcada para este sábado (20): alertas sobre a situação da Venezuela e apelos pela assinatura do acordo com a União Europeia.
A Cúpula terá presença dos principais líderes do bloco sul-americano: Javier Milei, da Argentina; Yamandú Orsi, do Uruguai; Santiago Peña, do Paraguai; além de Lula. A única baixa é Rodrigo Paz, recém-empossado presidente da Bolívia e que ainda organiza seu governo.
Na reunião de chanceleres da sexta-feira (19), o ministro argentino, Pablo Quirno expressou “preocupação” com a “grave situação na Venezuela”. O representante de Milei apontou que “a fraude eleitoral e as persistentes violações dos direitos humanos constituem uma afronta a toda a região”.
Quirno foi acompanhado pelo ministro do Paraguai na questão. Rubén Ramírez Lezcano também expressou preocupação com o tema e apontou para a “deterioração das instituições democráticas e a violação dos direitos fundamentais” na Venezuela.
Segundo o chanceler, essa situação levou a uma crise migratória e de segurança que desafia a capacidade de resposta dos países da região.
“Nesse contexto, queremos reiterar nosso reconhecimento a María Corina Machado, que recentemente recebeu o Prêmio Nobel da Paz, cerimônia que contou com a presença do Presidente Santiago Peña, gesto que reafirma o compromisso do nosso país com a defesa da democracia e da dignidade humana”, declarou o Ministro das Relações Exteriores.
As falas dos ministros acontecem em um momento de tensão crescente entre o governo de Nicolás Maduro e o presidente norte-americano Donald Trump. Desde agosto, os Estados Unidos movimentam um forte aparato militar no Caribe. No início, a Casa Branca justificou a operação como parte do combate ao tráfico internacional de drogas.
A tendência é de que o tensão na Venezuela — assim como o acordo com a UE — esteja no centro das falas dos presidente na Cúpula deste sábado, especialmente nos discursos de Milei e Peña.
Sobre o tratado com os europeus, o paraguaio reafirmou a “disposição construtiva” do Paraguai em avançar com a assinatura. Mas enfatizou que “não há prazo infinito para se chegar a um acordo”. O posicionamento é especialmente importante porque o Paraguai é o próximo presidente do bloco sul-americano.
Mario Lubetkin, ministro uruguaio, de expressou nossa “decepção por não podermos assiná-lo” no sábado. “O Uruguai aguardará a conclusão dos procedimentos internos da União Europeia para que a Presidência Pro Tempore do Paraguai possa definir os passos concretos para a assinatura desejada”, afirmou.
O chanceler argentino disse que o país espera finalizar a assinatura do acordo “o mais breve possível” e defendeu que o adiamento seja uma “oportunidade para o Mercosul refletir sobre suas prioridades em termos de relações externas e de avançar em direção a esquemas bilaterais mais ágeis, orientados para a obtenção de resultados concretos”.
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