Magistrado disse que a distância de 13 quilômetros entre a residência do ex-presidente e a embaixada pode ser percorrida em cerca de 15 minutos de carro Política, -agencia-cnn-, Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
A PF (Polícia Federal) prendeu, neste sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de forma preventiva, em Brasília. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou a proximidade da casa de Bolsonaro à embaixada dos Estados Unidos como um dos motivos do pedido de prisão preventiva.
O magistrado disse que a distância de 13 quilômetros entre a residência do ex-presidente e a embaixada pode ser percorrida em cerca de 15 minutos de carro.
Para ele, essa proximidade poderia acarretar numa possível fuga de Bolsonaro para o local, já que, anteriormente, o ex-presidente teria planejado, segundo apurado nos autos, a evasão para a embaixada da Argentina.
“Rememoro que o réu, conforme apurado nestes autos, planejou, durante a investigação que posteriormente resultou na sua condenação, a fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país”, completou o ministro.
Na decisão, Moraes também citou a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica para “garantir êxito em sua fuga” como motivação para o mandado. A intenção de tirar o equipamento de monitoramento eletrônico se deu por volta da meia-noite deste sábado.
A prisão de hoje é uma medida preventiva. Ainda não houve execução da pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado contra o ex-chefe do Planalto.
Bolsonaro foi submetido a exame de corpo de delito no INC (Instituto Nacional de Criminalística) da PF.
A decisão de prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes será submetida a referendo da Primeira Turma do STF em sessão virtual extraordinária convocada para segunda-feira (24).
A CNN Brasil tentou contato com a embaixada dos EUA em Brasília para um pronunciamento, mas não teve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue aberto.

