Presidente da Corte disse que firmeza de Moraes nos julgamentos da trama golpista foi “por dever de ofício” Política, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, STF (Supremo Tribunal Federal) CNN Brasil
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira (8) o trabalho do ministro Alexandre de Moraes na condução dos processos sobre a trama golpista.
Sem citar um episódio específico, Fachin afirmou que há pessoas que confundem firmeza com arrogância, em referência às reações contrárias à atuação de Moraes nos inquéritos e ações penais abertas após o ataque. Segundo ele, a postura do colega se deu “por dever de ofício” e não por bravata.
A fala ocorreu durante o evento do Supremo que marcou os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
De acordo com Fachin, Moraes sempre esteve onde precisava estar e aguentou, inclusive, sacrifícios pessoais e familiares no decorrer do processo, cumprindo o juramento exigido do cargo.
Em tom de homenagem, Fachin afirmou que a atuação de Moraes deve ser lembrada como exemplo de defesa da Constituição. “Defender a Constituição é também defender aqueles que, com generosidade e abnegação, puseram as instituições à frente”, afirmou.
Críticas a Moraes
O ministro Alexandre de Moraes tem sido duramente criticado por membros da oposição desde o início da condução dos processos que julgam os responsáveis pela “trama golpista”.
Além disso, o ministro é acusado por parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de abuso de poder e de determinar penas “exageradas” aos condenados.
Na última quarta-feira (7), aliados do ex-presidente se manifestaram contra o ministro pela decisão de anular a abertura de uma sindicância do CFM (Conselho Federal de Medicina) por denúncias de assistência médica inadequada ao ex-presidente, além de determinar que a PF (Polícia Federal) colha o depoimento do presidente da entidade.
Em outra ocasião, os filhos de Bolsonaro fizeram uma ofensiva contra o ministro após o magistrado negar o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente.
Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro, integrantes do PL, usaram as redes sociais para criticar o ministro. As publicações aconteceram no dia primeiro de janeiro.
Flávio chamou o ministro de “ser abjeto” e questinou “até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”, através do X.
Carlos, também no X, disse que “qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada que precisa ser cumprida e desde quando ela foi emitida pela primeira vez”.
Já Eduardo, no Instagram, chamou Moraes de “tiranete de beira de estrada” e o acusou de cometer “atrocidades humanitárias”.

