Segmento de incorporação do grupo registrou lucro líquido ajustado de R$ 125,5 milhões no segundo trimestre, alta de 64,9% ano a ano Negócios, balanço financeiro, Balanços financeiros, CNN Brasil Money, Empresas, Lucro, lucro líquido, lucro operacional, Lucros, Lucros e Dividendos, MRV, Receita, Resultados, Temporada de balanços CNN Brasil
O grupo MRV&Co divulgou nesta terça-feira (12) que a receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 18% em relação ao faturamento do mesmo período de 2024, com impulso do segmento de incorporação da MRV&Co, que inclui as marcas MRV e Sensia.
No Brasil, a MRV&Co destacou que o mercado de habitação econômica está no “melhor momento de sua história” em meio aos incentivos do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
O segmento de incorporação do grupo registrou lucro líquido ajustado de R$ 125,5 milhões no segundo trimestre, alta de 64,9% ano a ano.
A receita operacional líquida dessa divisão cresceu 20,8% na mesma comparação, para R$ 2,5 bilhões, com margem bruta em 30,2%, versus 26% um ano antes.
“A gente espera uma performance de venda no segundo semestre bastante forte”, disse o diretor financeiro, Ricardo Paixão, em entrevista à Reuters, chamando atenção para o reajuste das faixas 1, 2 e 3 do MCMV, realizado em abril deste ano. “Elas têm sido bem importantes.”
Segundo a MRV, na esfera estadual, cerca de 60% dos Estados nos quais a construtora atua contam com cheques regionais de subsídios adicionais, para além do MCMV, e aproximadamente 25% das vendas da companhia tiveram benefício desses programas.
O segmento, no entanto, apresentou um consumo de caixa de R$ 35,9 milhões, com ajustes, ainda afetado pelo descasamento entre unidades produzidas e repassadas, que diminuiu para 1.324 no final de junho, de 1.418 ao final de março, representando R$ 77 milhões a menos de geração de caixa.
“Das 1.418 unidades represadas ao final do primeiro trimestre, vendemos mais 767 unidades antes da liberação do impedimento, mas repassamos 663 unidades. Essa evolução, somada a 198 cancelamento de contratos com repasse pendente, totalizam as 1.324 unidades sem repasse ao fim do segundo trimestre”, disse a construtora em seu balanço.
O diretor financeiro do grupo reforçou que, para os próximos trimestres, é esperada uma reversão dessa tendência.
“A gente espera ter mais repasse do que produção, o que seria um caso importante para a geração de caixa”, disse Paixão.
Ademais, a companhia apurou um prejuízo líquido ajustado de R$ 774,7 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de R$ 29,4 milhões apurado no mesmo período do ano passado, tendo as operações da subsidiária norte-americana Resia como principal fator para o resultado negativo.
A Resia, que está em processo de reestruturação, teve um prejuízo líquido ajustado de R$ 886,9 milhões nos três meses encerrados em junho, com impacto da baixa contábil de US$ 144 milhões relacionada à venda de ativos antecipada no mês passado.
Esse impairment envolve a perda estimada de US$ 81 milhões com vendas de terrenos e de mais US$ 63 milhões com o desinvestimento de projetos da chamada “safra legado”, que são ativos que serão vendidos abaixo do custo.
A baixa contábil não considera a venda do empreendimento Golden Glades, em Miami, cujo valor de venda está em US$ 198 milhões e que possui “perspectivas de lucro e retorno excelentes”, de acordo com a companhia.
A Resia também vendeu em 18 de julho o terreno Forresta Village, em Houston, por US$ 7,2 milhões, montante já considerado no impairment e que, portanto, “não gerou resultado positivo nem negativo”, segundo o diretor financeiro, Ricardo Paixão.
“Como a gente já fez o impairment de todas as propriedades que a gente tem para vender, o que vamos ter, na verdade, é um impacto negativo pequeno de despesa financeira e G&A (despesas gerais e administrativas)”, acrescentou o executivo, indicando um prejuízo bem menor para a Resia nos próximos trimestres.
A subsidiária tem como meta vender US$ 800 milhões em ativos até o final de 2026. Nesta terça-feira, o grupo informou que as vendas já somam US$ 124 milhões, entre empreendimentos e terrenos – incluindo o mais recente neste terceiro trimestre.
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