Nomeação reforça vínculo do desembargador com o presidente licenciado da Assembleia, Rodrigo Bacellar Política, -agencia-cnn-, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), PF (Polícia Federal), Rodrigo Bacellar CNN Brasil
Flávia Ferraço Lopes Judice, mulher do desembargador federal Macário Judice Neto — preso nesta terça-feira (16) suspeito de integrar um esquema de vazamento de informações sobre operações policiais — trabalhou na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) de abril de 2023 até o início de novembro deste ano.
A servidora exercia o cargo na diretoria-geral da presidência da Assembleia, junto com o deputado e presidente licenciado, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Em outubro, Flávia recebeu R$ 8,2 mil líquidos, conforme a folha de pagamento.
De acordo com a ata publicada no Diário Oficial, a saída de Flávia da Alerj ocorreu a pedido e dois meses após o ex-deputado TH Joias ser preso pela Polícia Federal suspeito de tráfico e associação ao Comando Vermelho. Ele também foi acusado de usar seu mandato para beneficiar a facção criminosa.
O marido dela era relator da ação que investiga TH Joias. Representação da PF afirma que eram estreitos os vínculos de Macário Neto e o presidente afastado da Alerj.
Defesa
O advogado Fernando Augusto Fernandes, que atua na defesa do desembargador, afirma, em nota, que Moraes “foi induzido a erro ao determinar a medida extrema” de prisão.
“Ressalta, ainda, que não foi disponibilizada cópia da decisão que decretou sua prisão, obstando o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. A defesa apresentará os devidos esclarecimentos nos autos e requererá a sua imediata soltura”, afirma o advogado.
Os advogados Daniel Bialski e Roberto Podval, que atuam na defesa de Bacellar, afirmam, em nota, que o deputado federal afastado “sempre se colocou à disposição para evidenciar seu não envolvimento nos fatos noticiados, prestando todos os esclarecimentos necessários”.
“A defesa ressalta que o deputado tem cumprido todas as medidas determinadas e reitera que o parlamentar não atuou, de nenhuma forma, para inibir ou embaraçar qualquer investigação, direta ou indiretamente, sendo certo que isso restará demonstrado”, dizem.

