A mulher de 20 anos que sobreviveu a um triplo homicídio recebeu alta hospitalar um dia após o crime, cometido na madrugada dessa quinta-feira (18/12), no Sol Nascente (DF).
A informação foi confirmada pelo delegado-chefe da 19ª Delegacia de Polícia (Setor P Norte), Fernando Fernandes. Ela havia sido transferida ao Hospital Base de Brasília para uma cirurgia no maxilar após levar um tiro de raspão.
Ainda segundo o delegado, a vítima poderá prestar um novo depoimento caso esteja em com condições de conversar.
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O primeiro depoimento dado pela vítima foi feito por vídeo chamada diretamente do hospital. Na ocasião, ela não estava conseguiu relatar direito o que ocorreu devido à lesão ocasionada pelo disparo.
O assassino que matou José Raivan Vieira Andrade, 44 anos, Ariane de Oliveira Nunes, 40 anos, e Wanderson Santana Rios, de 17 anos, ainda não foi identificado.
Qualquer informação do criminoso encapuzado pode ser feito pelo 197 da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Entenda o caso:
- A vítima sobrevivente do caso de triplo homicídio informou à polícia que o autor do crime invadiu a casa com o rosto coberto por uma touca.
- No hospital, ela contou que Ariane e Wanderson, estavam dentro de casa com ela, quando escutaram um barulho de tiro na frente da residência.
- Segundo a sobrevivente, esse disparo inicial matou José Raivan que estava do lado de fora. Logo após ouvir os tiros, o homem entrou na casa e atirou nos três.
- A sobrevivente acrescentou que, apesar do rosto estar encoberto, acredita que o autor seria um vizinho de Wanderson e que a motivação do crime seria um acerto de contas.
- Um vizinho relatou que escutou os tiros e momentos depois a vítima sobrevivente apareceu em sua casa com ferimentos no rosto, braço e perna.
Fuga e socorro
A mulher, de 20 anos, buscou abrigo em uma residência próxima após a morte das três vítimas. Ela estava no local junto a elas quando o autor encapuzado invadiu a casa.
Uma testemunha, que pediu para não ser identificada, disse que tinha acabado de deitar na cama quando escutou os estampidos dos disparos e os latidos de cães da vizinhança. “Eu escutei primeiro um barulho de um portão se abrindo e logo depois começou os disparos. Foram uns 16 tiros que escutei”, contou.
Ele ressalta que tudo aconteceu “muito rápido”, e, quando foi averiguar a situação, viu a vítima sobrevivente correndo em direção à sua casa.
“Foi quando então meu filho abriu a porta e ela entrou para dentro de casa falando: ‘Me ajuda, me ajuda, eu vou morrer’. O cara [autor] acertou três tiros nela, na perna, no braço e um outro que rasgou o rosto”, contou.
Veja como ficou a casa após o crime brutal:
6 imagens



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Um dos quartos em que as pessoas morreram ficou com o chão manchado de sangue
Luisa Rany/Metrópoles
Os disparos também acertaram a parede da casa
Luisa Rany/Metrópoles
Manchas de sangue também ficaram registradas nas paredes da casa
Luisa Rany/Metrópoles
Três pessoas morreram no local
Luisa Rany/Metrópoles
Uma testemunha disse que foram disparados aproximadamente 16 tiros
Luisa Rany/Metrópoles
As balas disparadas ficaram espalhadas pela casa
Luisa Rany/Metrópoles

