Navio-tanque Hellespont Protector, de bandeira britânica, transportando cerca de 460 mil barris de nafta pesada americana, se aproximava do porto de Jose, na Venezuela, nesta sexta (23), de acordo com dados de navegação e documentos da estatal PDVSA Macroeconomia, CNN Brasil Money, crise Venezuela-EUA, Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Petróleo, Venezuela CNN Brasil
A primeira carga de nafta destinada à Venezuela, como parte de um acordo petrolífero firmado entre Caracas e Washington neste mês, chegou nesta sexta-feira (23) às águas do país em um navio-tanque fretado pela trading Vitol, conforme dados de rastreamento de navios.
Neste mês, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, Caracas e Washington concordaram com um importante acordo de fornecimento de petróleo no valor de US$ 2 bilhões para a venda de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano armazenado.
O acordo, que concede às tradings Vitol e Trafigura acesso inicial ao petróleo venezuelano para revenda a refinarias em todo o mundo, também inclui o fornecimento de nafta pesada, essencial para diluir a produção de petróleo extrapesado do país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
O navio-tanque Hellespont Protector, de bandeira britânica, transportando cerca de 460 mil barris de nafta pesada americana, se aproximava do porto de Jose, na Venezuela, nesta sexta (23), de acordo com dados de navegação e documentos da estatal PDVSA consultados pela Reuters. A previsão era de que o carregamento fosse descarregado nos próximos dias.
A PDVSA, que normalmente importa cerca de 100.000 barris por dia (bpd) de nafta e petróleo leve para diluir a produção de petróleo bruto mais pesado, não recebeu nenhuma carga de nafta desde o final de dezembro, conforme documentos.
A última carga foi fornecida no ano passado pela principal parceira da PDVSA em joint venture, a americana Chevron, sob autorização dos EUA. O rigoroso bloqueio imposto por Washington a todos os navios sancionados que entram e saem das águas do país impediu muitos fornecedores, incluindo a Rússia, de enviar cargas para a Venezuela.
Na semana passada, a Venezuela começou a reverter os cortes na produção de petróleo que foi obrigada a fazer no início de janeiro devido ao bloqueio, mas a reversão não avançou muito devido à falta de diluentes e à lenta redução dos crescentes estoques de petróleo bruto, informaram fontes do setor.
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