Em meio às tensões com os EUA, o líder chavista agradeceu a homenagem e disse que a paz é um objetivo permanente Internacional, Donald Trump, EUA, Maduro, Nicolás Maduro CNN Brasil
O ditador Nicolás Maduro recebeu o prêmio de “Arquiteto da Paz” pela Sociedade Bolivariana da Venezuela nesta sexta-feira (19) durante um ato realizado no Museu Bolivariano, em Caracas.
Durante a cerimônia, o líder chavista recebeu uma medalha em reconhecimento ao seu trabalho de “preservação da paz na nação e na América Latina”, segundo um comunicado divulgado pelo governo. A honra foi concedida pelo Brigadeiro-General Pompeyo José Torrealba, que destacou o trabalho e o compromisso de Maduro com a defesa da soberania nacional.
Na ocasião, o brigadeiro elogiou a postura do ditador como um lutador e “Arquiteto da Paz”.
Em resposta, o líder venezuelano agradeceu a homenagem disse que a paz é um objetivo permanente. “A paz será o meu porto, a paz será a minha glória, a paz será tudo o que desejo e a paz será sempre a nossa vitória”.
| Nicolás Maduro se inventa su propio premio Nobel de La Paz y se lo dio a él mismo bajo el nombre de “Arquitecto de La Paz”. pic.twitter.com/ZCwfyakthl
— Alerta News 24 (@AlertaNews24) December 19, 2025
A cerimônia acontece uma semana depois da líder da oposição, María Corina Machado, viajar a Oslo para receber o Prêmio Nobel da Paz.
A líder da oposição, uma das vozes mais críticas do ditador venezuelano, viveu onze meses na clandestinidade no país sul-americano por causa do risco à vida e à liberdade.
Corina não chegou à tempo na cerimônia na última quarta-feira (10), em que sua filha recebeu o prêmio em seu nome. Ela se apresentou no dia seguinte, após enfrentar uma longa viagem para chegar à Noruega e fez sua primeira aparição pública em quase um ano.
EUA aumentam pressão contra Venezuela
Os Estados Unidos enviaram aeronaves, veículos, milhares de soldados e um grupo de ataque de porta-aviões das Forças Armadas para o Caribe, sob a premissa de combate ao narcotráfico.
As operações incluem diversos ataques contra barcos tanto no Caribe quanto no Pacífico que supostamente estariam transportando drogas. Porém, foram levantados questionamentos sobre a legalidade dessas ações.
Além dos ataques contra embarcações, os EUA também pressionam o regime de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, que é acusado pela Casa Branca de ter relação com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles.
Segundo fontes consultadas pela CNN, o governo de Donald Trump está elaborando planos para “o dia seguinte” à deposição de Maduro, mas ainda não foi tomada uma decisão sobre um ataque direto ao país.
Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro, poucos dias antes de os EUA o classificarem como integrante de uma organização terrorista estrangeira. O venezuelano teria recebido um ultimato para deixar o poder e o país, mas o descumpriu.
Em outra ação que aumentou a tensão entre os dois países, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro próximo à Venezuela, medida classificada de “roubo descarado” e “um ato de pirataria internacional” pelo regime de Maduro.
Posteriormente, Trump anunciou um “bloqueio total” contra os petroleiros sancionados da Venezuela e disse que não deixará “ninguém passar sem o devido direito”.

