A Renault da Argentina acaba de anunciar o início da produção das primeiras unidades de pré-série da picape Niagara. O projeto faz parte de um pacote de investimentos de US$ 350 milhões — o equivalente a mais de R$ 1,8 bilhão — anunciado em 2023 para modernizar a planta e viabilizar a produção de novos modelos na região.

Esses veículos servirão para testes de rodagem, desempenho, durabilidade e segurança, tanto nas estradas argentinas quanto em outros países da América do Sul, como o Brasil. Além de serem as primeiras unidades montadas fora do ambiente laboratorial, cumprindo uma função essencial — testar a linha de montagem em condições reais, validar processos logísticos e treinar as equipes de produção.
Com previsão de chegada ao mercado no segundo semestre de 2025, a Niagara será posicionada acima da Oroch produzida no Brasil, também com um monobloco, mas com uma proposta mais refinada. A mira está na Fiat Toro e Ram Rampage, principalmente nas versões mais caras, ao contrário da Oroch que é uma caminhonete mais barata entre as intermediárias.

A Niagara será construída sobre a nova plataforma modular RGMP, a mesma usada pelo Kardian e que servirá de base para o inédito Boreal. Ainda que não tenham sido divulgados os dados técnicos oficiais, a expectativa é de que a picape tenha o conhecido motor 1.3 turboflex que equipa o Duster e, em breve, o Boreal, entregando 163 cv. Existe a expectativa por uma versão híbrida, utilizando um conjunto desenvolvido em parceria com a WEG.
O design final deve seguir de perto o conceito Niagara Vision, mostrado em 2023, com visual robusto, faróis em LED e uma dianteira com forte identidade off-road. A capacidade de produção da planta de Córdoba poderá chegar a até 65 mil unidades anuais, com boa parte voltada para exportação. O Brasil será um dos principais mercados de destino.

