Ator conta a percepção que teve do público de “Vale Tudo” Entretenimento, #CNNPop, Humberto Carrão, Vale Tudo CNN Brasil
Humberto Carrão comentou a recepção que sente do público pelo Afonso da novela “Vale Tudo”. Em entrevista ao “Fantástico” ao lado de Alice Wegmann, que interpreta Solange Duprat, o ator contou a reação que percebe nas ruas e nas redes sociais.
“O Brasil pegou birra do Afonso, pela questão de que ele precisava de alguém do lado dele que conciliasse todas as vontades dele. O que mais ouvi foi que as pessoas não o suportavam”, revela.
Na atual fase da história escrita por Manuela Dias, Afonso enfrenta uma leucemia.
“É uma personagem que precisava correr uma maratona para no final da novela entender tudo isso e cair”, avalia o ator, que passa 2h30 na caracterização para aparecer careca em cena.
Drama na vida real
Fora de cena, Carrão lida há mais de três anos com o câncer do pai, Paulo Roberto Sinoti. “No dia das cenas no hospital, eu estava almoçando com ele, falei ‘olha que loucura, estou indo agora para o trabalho passar o dia inteiro no estúdio dizendo que estou cansado, como você sempre diz, por causa da quimio. Muitos dos médicos consultores que nos ajudam com essas cenas são pessoas que de alguma forma participaram do tratamento dele, coincidentemente”.
O ator disse que soube há pouco que Afonso ficaria doente. “Falei pro meu pai, ele disse ‘e aí, vai fazer laboratório?’. E tem mil coisas lindas nisso. Meu pai está vivo, fazendo tratamento, está tudo certo”, comemora.
Par romântico
Na novela, Solange e Afonso estão juntos após um tempo separados. “O Afonso errou, a Solange errou, tinha todo o impedimento de eles ficarem juntos, ela trabalhava demais, ele não entendia muito a rotina dela. Mas o que a gente pode fazer daqui para a frente para ser melhor?”, defende Alice Wegmann.
Durante o papo, a atriz comentou a emoção das cenas em que Afonso conta sobre o câncer para Solange e ela raspa seu cabelo. “Eu quando li, já chorei. Fazendo, choramos muito e assistindo, chorei de novo. Existem momentos na dramaturgia, nessa nossa profissão, que parece que acontece uma coisa transcendental, como se tudo tivesse silenciado. Emoção real”.

