By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
Portal Nação®Portal Nação®Portal Nação®
Notification Mostrar mais
Font ResizerAa
  • Início
Lendo: O futuro do crédito: como garantir que decisões automatizadas sejam justas e transparentes?
Compartilhe
Font ResizerAa
Portal Nação®Portal Nação®
  • Notícias
  • Esporte
  • TV Nação
  • Entretenimento
  • Ciência
  • Tecnologia
  • Acesso
Search
  • Início
Siga nas redes
Portal Nação® > Noticias > outros > O futuro do crédito: como garantir que decisões automatizadas sejam justas e transparentes?
outros

O futuro do crédito: como garantir que decisões automatizadas sejam justas e transparentes?

Última atualização: 6 de novembro de 2025 06:06
Published 6 de novembro de 2025
Compartilhe
Compartilhe

A inteligência artificial já não é mais uma promessa distante; ela já redefine o acesso a serviços essenciais, especialmente no setor financeiro. Modelos de crédito baseados em algoritmos sofisticados permitiram uma expansão sem precedentes da inclusão financeira no Brasil, oferecendo oportunidades a milhões de pessoas antes invisíveis ao sistema tradicional. Essa inovação traz, contudo, um desafio regulatório crucial: como garantir que eventuais decisões de crédito automatizadas sejam justas e transparentes? Parte da resposta está na iminente regulamentação do artigo 20 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que recentemente realizou uma tomada de subsídios sobre o tema.

Contents
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresasAssine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email

Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas

O artigo 20 garante aos cidadãos o direito de solicitar a revisão de decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado de dados pessoais que afetem seus interesses, como as que definem perfis de crédito. A tarefa da ANPD de dar densidade normativa a esse direito é de extrema importância, mas também de enorme complexidade. Uma regulamentação apressada ou descolada da realidade setorial e do estado da arte tecnológico pode, paradoxalmente, minar os mesmos avanços em inclusão e competição que a tecnologia proporcionou.

O caminho para uma regulamentação eficaz não pode ser traçado em um vácuo. As instituições financeiras e de pagamentos não operam submetidas apenas à LGPD. Elas respondem a um arcabouço regulatório denso e sofisticado, estabelecido pelo Banco Central do Brasil (BCB), que dita regras prudenciais, de gestão de risco de crédito, de capital mínimo e de proteção ao consumidor financeiro. Os mesmos modelos de crédito que apoiam decisões que venham a ser regulamentadas pelo artigo 20 são, simultaneamente, ferramentas essenciais para o cumprimento dessas obrigações. Eles são a base para a precificação correta do risco, a oferta do produto adequado aos consumidores, a alocação de capital e a garantia da solidez do sistema.

Desconsiderar essa intersecção regulatória comprometeria a possibilidade de avanços futuros relevantes, com potenciais benefícios diretos para a sociedade. Uma norma da ANPD que, por exemplo, exija um tipo de explicação do modelo algorítmico poderia criar um cenário de insegurança jurídica e custos operacionais insustentáveis. Por isso, defendemos uma abordagem integrativa, que reconheça a complementaridade das competências da ANPD e do BCB. A proteção de dados e a estabilidade financeira são duas faces da mesma moeda, a construção de um mercado digital confiável e sustentável.

Sugerimos que a ANPD e o Banco Central, antes de publicarem novas diretrizes sobre o artigo 20 da LGPD para o setor financeiro, promovam uma Análise de Impacto Regulatório (AIR), que pode ser realizada por meio de um sandbox regulatório. Essa iniciativa conjunta permitiria testar, em um ambiente prático e controlado, questões fundamentais que hoje permanecem apenas no campo teórico. Entre elas, destacam-se a definição do que constitui uma decisão de crédito puramente automatizada, a materialização de um direito de revisão, identificado no contexto dos tratamentos realizados pelas instituições financeiras, que seja efetivo para o consumidor e como garantir a transparência dos critérios algorítmicos sem expor segredos comerciais ou facilitar fraudes. Adicionalmente, o sandbox regulatório figura entre as metodologias  aptas a  identificar e remediar vieses discriminatórios. Quando adotados por instituições financeiras contribui para a inclusão social ao reduzir assimetrias informacionais, e por conseguinte, os  impactos desproporcionais sobre grupos sociais específicos.

Mais importante ainda, essa Análise de Impacto Regulatório precisa harmonizar os fundamentos da LGPD aos direitos estabelecidos na legislação. E deve avaliar as consequências das propostas de regulações para a inclusão financeira sustentável, o cumprimento de obrigações prudenciais e a viabilidade e competitividade do mercado.

Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email

O equilíbrio entre a proteção de direitos fundamentais e o fomento a um ambiente de negócios inovador, competitivo e inclusivo é o grande desafio do nosso tempo. A regulamentação do artigo 20 da LGPD para o setor financeiro é um teste decisivo. Uma abordagem isolada e puramente teórica arrisca criar um direito formal, mas ineficaz e extremamente oneroso, ao mesmo tempo que freia a inovação. Já uma abordagem colaborativa, entre a ANPD e o BCB e com a participação do mercado e da sociedade, pavimenta o caminho para uma regulamentação inteligente, baseada em evidências e construída sobre o diálogo. É a chance de criar um padrão regulatório para decisões de crédito automatizadas que seja referência global, protegendo o cidadão sem sacrificar a transformação digital.

Este artigo foi feito em colaboração com Daniel Stivelberg, coordenador do GT de Governança e Regulação de Dados e IA da Zetta.

You Might Also Like

PF descobre “matemática da proprina” em desvio de remédios em município; saiba mais

Filha de Xanddy e Carla Perez rebate seguidor após ser chamada de ‘drag’ em comentário

Entenda como retorno de Tchoca altera planejamento do Corinthians 

ANP rebate acusação da Refit e diz que interdição é legal e visa segurança 

Briga entre familiares acaba com um morto a facadas no DF

Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Email Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga o Portal Nação

Nas redes Sociais
FacebookLike
TwitterSiga nas redes
YoutubeSubscribe
TelegramSiga nas redes

Newsletter semanal

Assine nossa newsletter para receber nossos artigos mais recentes instantaneamente!

Notícias populares

União Europeia diz que vai manter contato com novo governo sírio 

16 de dezembro de 2024
Mauro Vieira defende Janja e diz que acusações foram distorcidas 
VÍDEO: Câmeras de segurança flagram ‘gangue de cabras’ roubando pães
Mendonça paralisa julgamento da competência da Anvisa sobre aditivo de cigarro
Flamengo preferia LDU ao Palmeiras na final da Libertadores, diz Varela 
- Publicidade -
Ad imageAd image
  • Avisos legais
  • Política de privacidade
  • Gerenciamento de Cookies
  • Termos e condições
  • Parceiros

Todas as últimas notícias do Portal Nação direto na sua caixa de entrada

Aqui no Portal Nação, acreditamos em criar os melhores produtos para a indústria que cruzam o melhor design de software, experiência do usuário e funcionalidade.

Nosso site armazena cookies no seu computador. Eles nos permitem lembrar de você e ajudam a personalizar sua experiência em nosso site.
Leia nossa política de privacidade para maiores infromações.

Copyright © 2023-2024 Portal Nação | Todos os Direitos Reservados

Orgulhosamente ❤️ por HubCloud © 2024. Todos os Direitos Reservados
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?