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O que é um advogado estratégico?

Última atualização: 1 de janeiro de 2026 06:41
Published 1 de janeiro de 2026
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Em um cenário jurídico marcado por rápidas transformações tecnológicas, crescente complexidade regulatória e altas expectativas por parte de clientes e organizações, o papel do advogado tem mudado. Esses profissionais têm sido fortemente cobrados a exercer sua função com um caráter menos operacional e mais estratégico, mas o que isso realmente significa?

Um estudo da FGV mostra que 39% dos entrevistados consideram a formação jurídica – ou seja, a capacitação para analisar e responder questões atinentes ao Direito, com o conhecimento e as técnicas ensinados na faculdade – a habilidade prioritária para a atuação de um advogado. Em seguida, as competências de gestão são apontadas por 26% dos respondentes e, finalmente, aparecem as habilidades socioemocionais (20%) e conhecimentos tecnológicos (15%).

Esses dados mostram que as chamadas “hard skills” – habilidades técnicas, específicas, normalmente ensináveis e atestadas em diplomas e certificados –  continuam sendo a base do fazer jurídico. O domínio técnico ensinado nas universidades e cursos de pós-graduação ainda é o fundamento para que o advogado tenha um papel estratégico para influenciar decisões de seus clientes e corporações. E é esperado que seja assim: esse é o núcleo que identifica o domínio de atuação do advogado e o distingue dos demais campos de influência e decisão. No entanto, esse “conhecimento duro”, isoladamente, é cada vez menos suficiente para colocar um profissional na mesa de decisões: em um mundo onde informações fluem facilmente e não são privilégio de uma ou outra classe profissional, o advogado precisa ir além do conhecimento sobre leis e procedimentos.

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Ou seja: o que tornará um advogado mais estratégico é a integração do conhecimento técnico com a capacidade de gestão e competências socioemocionais (ou as chamadas “soft skills”), habilidades que vêm ganhando importância cada vez maior no ecossistema do Direito.

Os dados corroboram mudanças que apontam para novas tendências de mercado. A capacidade de gestão, que inclui atividades como planejar metas e estratégias de longo prazo, reduzir custos, organizar pessoas e fluxos de trabalho, agora é uma característica de advogados que não apenas prestam serviços jurídicos, mas que fazem parte da negociação e atuam como tomadores de decisão. Essa lógica vale tanto para escritórios de advogados – que pressionados pelo sempre limitado orçamento dos clientes precisam ser cada vez mais eficientes nas entregas e custo –, quanto para os departamentos jurídicos, que são normalmente enxutos, mas com funções e a responsabilidade de contribuir com a eficiência da organização.

No entanto, a maioria dos profissionais do Direito enfrentam o desafio da falta de treinamento formal durante a graduação. Os que desenvolvem habilidades de gestão o fazem na prática (o que, por si só, tem suas deficiências) ou por iniciativa própria. Esta é uma crítica recorrente dentro da própria comunidade jurídica e uma carência que os profissionais podem tentar corrigir buscando formas de exercer liderança, uma rica experiência que prepara o profissional para identificar oportunidades, coordenar equipes e gerar valor.

O terceiro ponto são as soft skills – habilidades socioemocionais que também não fazem parte do currículo tradicional dos cursos de Direito, mas que são fundamentais para a construção de um advogado estratégico. Não há uma lista formal dessas habilidades, mas pensamento crítico, escuta ativa e empatia estão entre as mais relevantes para o profissional do Direito; afinal, o exercício da advocacia essencialmente envolve relações humanas, tomada de decisão sob pressão e necessidade de equilíbrio ético e emocional. A relação entre cliente (interno ou externo) e advogado continua sendo, sobretudo, uma relação de confiança, e tais habilidades socioemocionais têm um papel fundamental na construção, manutenção e aprimoramento desse vínculo.

Há, ainda, um quarto fator de grande relevância: o conhecimento tecnológico. Sabemos que um receio emergente (e, em muitos casos, não declarado) entre os advogados é perder o emprego para a Inteligência Artificial, mas é preciso desmistificar essa ideia. Boa parte do trabalho jurídico, como o conhecemos hoje, é repetitivo – na verdade, qualquer trabalho que lida com o processamento de informações tem atividades recorrentes. Mas normalmente o valor que o advogado agrega aos processos com que lida não está nesse pedaço do trabalho. Por isso, contar com o auxílio da tecnologia pode tornar o trabalho não apenas mais eficiente, mas também superior em qualidade.

Um levantamento da International Data Corporation (IDC) revelou que no Brasil 94% das organizações do setor já utilizam algum tipo de solução de gestão de acordos – e 71% dos times jurídicos que ainda não as utilizam têm planos de breve implementação. Sem entrar no mérito de quais são essas soluções e qual o estado de maturidade tecnológica de cada organização, algo fica claro diante desses dados: a maioria dos advogados está desempenhando suas funções com o apoio de tecnologias específicas. Não se adaptar às tecnologias que se impõem ao contexto jurídico, a meu ver, não é uma opção – e isso é particularmente verdadeiro quando discutimos o efeito potencialmente revolucionário que a  IA deve ter sobre o trabalho jurídico.

Atualmente, a IA é capaz de realizar tarefas repetitivas, técnicas e baseadas em dados, como revisão de contratos e gestão de prazos e processos com muito mais rapidez do que qualquer ser humano. Isso abre oportunidade para os advogados se livrarem de atividades operacionais e assumirem um papel relevante em decisões importantes e soluções complexas, como é o caso de uma renegociação de termos comerciais. A IA vem reduzindo o tempo dos advogados que, por exemplo, preparam procurações ou contratos de baixa complexidade, e quem não estiver atento a essas mudanças estará desconectado do futuro da profissão muito brevemente – porque esse futuro não é do advogado que executa pequenas tarefas, mas daquele que pensa grande e ajuda a tomar decisões difíceis.

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Há, portanto, uma grande oportunidade para automatizar processos no meio jurídico, e isso nos impulsiona para uma inevitável jornada de transformação. É claro que para isso é preciso adotar tecnologias confiáveis; e, com o advento da IA, escolher plataformas com expertise na gestão de documentos e termos legais. Com isso, poderemos ver ainda mais eficiência no fazer jurídico, e um espaço para sermos cada vez mais estratégicos.

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