Presidente da Colômbia afirmou, nesta terça (3), que saiu do encontro com o líder americano com sentimento otimista e positivo; Reunião acontece após meses de tensão Internacional, Colômbia, Donald Trump, EUA, Gustavo Petro CNN Brasil
O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira (3) que a liberdade é o que o une ao líder americano Donald Trump após a cúpula entre os dois líderes em Washington.
“Trump e eu podemos ser muito diferentes, civilizatoriamente falando, historicamente falando, mas o que nos une é a liberdade”, disse Petro em uma coletiva de imprensa após a reunião na Casa Branca.
O presidente colombiano disse que saiu do encontro com Trump “com um sentimento otimista e positivo”.
Questionado pela CNN sobre o que havia mudado para permitir que os presidentes tivessem um encontro amigável após um ano de tensões elevadas entre Bogotá e Washington, sob a sombra da crise na Venezuela, Petro disse que eles conseguiram encontrar um “terreno comum” apesar das divergências.
“O presidente dos EUA recebeu um presidente latino-americano em sua casa, e discutimos problemas específicos e caminhos conjuntos para o futuro. Ele não mudou de ideia, nem eu, mas um pacto não é entre irmãos gêmeos; um pacto é entre forças opostas que conseguem encontrar um terreno comum”, disse ele.
Relação entre Trump e Petro
Trump, que já expressou o desejo de que os Estados Unidos dominem toda a América Latina, teve nos últimos meses uma relação instável com Petro, um ex-guerrilheiro anti-imperialista eleito presidente da Colômbia em 2022.
O encontro acontece após diversas críticas entre os dois líderes e em meio à tensão devido à Venezuela.
Trump acusou Petro de relação com o tráfico de drogas e sugeriu a possibilidade de fazer uma operação semelhante à que terminou com a captura de Nicolás Maduro.
A questão dos entorpecentes deve ser o foco da conversa, segundo o próprio Trump, que voltou a afirmar que “quantidades enormes de drogas saem” da Colômbia.
Ele também comentou que o líder colombiano tem sido “muito gentil nos últimos um ou dois meses”.
“Ele certamente era crítico antes disso. Mas, de alguma forma, depois da operação na Venezuela, ele se tornou muito simpático. Ele mudou muito de atitude”, disse Trump.

