By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
Portal Nação®Portal Nação®Portal Nação®
Notification Mostrar mais
Font ResizerAa
  • Início
Lendo: OEA quer discutir ataques dos EUA no Caribe e crise na Venezuela 
Compartilhe
Font ResizerAa
Portal Nação®Portal Nação®
  • Notícias
  • Esporte
  • TV Nação
  • Entretenimento
  • Ciência
  • Tecnologia
  • Acesso
Search
  • Início
Siga nas redes
Portal Nação® > Noticias > outros > OEA quer discutir ataques dos EUA no Caribe e crise na Venezuela 
outros

OEA quer discutir ataques dos EUA no Caribe e crise na Venezuela 

Última atualização: 17 de novembro de 2025 08:00
Published 17 de novembro de 2025
Compartilhe
Compartilhe

Em entrevista à CNN, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Albert Ramdin, afirmou que o Brasil pode ter papel central em debates sobre unidade regional, migração e desafios geopolíticos nas Américas  Internacional, América Latina, Organização dos Estados Americanos, Venezuela CNN Brasil

Contents
Poderio militar da Venezuela é capaz de combater avanços dos EUA no Caribe?Maduro acusa EUA de travar “guerra silenciosa” contra VenezuelaEUA farão novos exercícios militares em Trinidad e TobagoCNN: O senhor pode falar um pouco sobre sua viagem ao Brasil e sobre as reuniões previstas?CNN: Como a OEA avalia as ações militares recentes dos Estados Unidos no Caribe e a escalada de tensões com a Venezuela?CNN: A crise interna da Venezuela ainda produz grande instabilidade regional. Qual a avaliação da OEA?CNN: Há quem diga que a organização já não tem o peso de antes.CNN: E sobre a crise migratória que afeta o continente?CNN: A região está sendo pressionada pela rivalidade entre EUA e China?CNN: O Brasil pode liderar algum tipo de mediação na crise da Venezuela?CNN: A OEA foi acionada após a aplicação da Lei Magnitsky e sanções contra brasileiros?

Nos últimos anos, a OEA (Organização dos Estados Americanos) passou a ser alvo de críticas sobre uma suposta perda de influência e dificuldade de manter protagonismo em um continente cada vez mais polarizado e atravessado por tensões geopolíticas externas.

E isso não é exclusividade da OEA. O multilateralismo como um todo, e seus principais organismos, têm sido enfraquecidos na nova dinâmica global, onde grandes potências passam a ignorar cada vez mais decisões coletivas e o protecionismo volta a ganhar força.

É nesse contexto que o secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, desembarca no Brasil nesta segunda-feira (17) para uma visita oficial, na qual todas as questões geopolíticas — inclusive os ataques norte-americanos no Caribe e a crise interna da Venezuela — devem ser discutidas com as autoridades brasileiras.

  • Poderio militar da Venezuela é capaz de combater avanços dos EUA no Caribe?

    Poderio militar da Venezuela é capaz de combater avanços dos EUA no Caribe?

  • Maduro acusa EUA de travar "guerra silenciosa" contra Venezuela

    Maduro acusa EUA de travar “guerra silenciosa” contra Venezuela

  • EUA farão novos exercícios militares em Trinidad e Tobago

    EUA farão novos exercícios militares em Trinidad e Tobago

Para o alto representante da organização, a liderança do Brasil é estratégica para a estabilidade regional, especialmente em um momento em que diferentes países das Américas atravessam processos eleitorais, tensões internas e desafios migratórios.

A OEA é o principal organismo político do continente americano, reunindo 34 países das Américas para promover democracia, direitos humanos, segurança e cooperação regional. Criada em 1948, funciona como um fórum permanente de diálogo e mediação de crises no hemisfério.

A visita de Ramdin ocorre em meio à escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela, após ações militares norte-americanas no Caribe reacenderem alertas sobre riscos de instabilidade no hemisfério.

Já a crise interna venezuelana, marcada por processos eleitorais contestados por diversos países do continente e que se arrasta há mais de uma década, permanece como um dos temas mais sensíveis da diplomacia hemisférica e um dos pontos em que mais se questiona o papel atual da OEA.

Apesar disso, Ramdin insiste que o organismo continua relevante e que pode mediar o tema “em breve”, caso os Estados-membros assim solicitem.

A crescente rivalidade entre Estados Unidos e China também permeia as discussões na região.

Países latino-americanos enfrentam pressão direta na disputa por influência global, mas o representante da OEA defende que o hemisfério não deve permitir que essa competição externa contamine suas relações internas.

Veja a entrevista concedida pelo diplomata à CNN:

CNN: O senhor pode falar um pouco sobre sua viagem ao Brasil e sobre as reuniões previstas?

Albert Ramdin: “Temos uma programação completa, é uma visita oficial, e eu presumo que parte dessa programação inclua também um encontro com o presidente da República Federativa do Brasil. Certamente vou me reunir com diversos ministros e, claro, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A liderança do Brasil é importante, e quero discutir com as autoridades de política externa todos os desafios que estamos enfrentando. Não se trata apenas da relação bilateral entre a OEA e o Brasil, mas de questões mais amplas, como fortalecer a cooperação regional, aprofundar a unidade entre os países, falar sobre as muitas eleições que teremos nas Américas e sobre como podemos trabalhar juntos para promover paz e prosperidade. A contribuição do Brasil para o hemisfério não deve ser subestimada, assim como seu papel dentro da OEA.”

CNN: Como a OEA avalia as ações militares recentes dos Estados Unidos no Caribe e a escalada de tensões com a Venezuela?

Albert Ramdin: “Nós estamos monitorando todos esses acontecimentos. Temos conhecimento de todos os movimentos, declarações e ações realizadas. Incentivamos fortemente que todos os Estados-membros mantenham um nível de paz e segurança no hemisfério. Nós somos uma zona de paz nas Américas e queremos preservar isso. Qualquer conflito, caso exista, não pode escalar a ponto de gerar insegurança. Diplomacia, consultas e discussões devem prevalecer, e os países precisam se abster de ações que possam comprometer a segurança continental. Espero que a responsabilidade dos Estados envolvidos seja demonstrada.”

CNN: A crise interna da Venezuela ainda produz grande instabilidade regional. Qual a avaliação da OEA?

Albert Ramdin: “Sabemos que existem problemas na Venezuela, especialmente relacionados à legitimidade da administração atual. Sei que muitos governos pedem às autoridades venezuelanas que apresentem provas de que venceram as eleições. Para a OEA, que representa 34 Estados-membros, não se trata de escolher um lado. É importante manter algum nível de engajamento com autoridades e outros atores. Nosso papel é buscar soluções para o futuro. O multilateralismo é essencial. No momento, essa questão não está no Conselho Permanente da OEA. Eu espero que isso ocorra em breve, após solicitação dos Estados-membros, para discutir não apenas a Venezuela, mas também a questão das ações dos Estados Unidos no Caribe.

CNN: Há quem diga que a organização já não tem o peso de antes.

Albert Ramdin: “Há um sentimento no mundo inteiro, e isso não é exclusivo da OEA, acontece também com o Conselho de Segurança da ONU e outras organizações, que o valor do multilateralismo e intuições multilaterais é menos forte que antes. Pode haver verdade nisso, mas a OEA ainda é fundamental. Se ela não existisse, teríamos problemas muito maiores. A organização existe há quase 80 anos e foi decisiva na transição das Américas de ditaduras para democracias. Temos desafios, claro, mas avançamos muito. Hoje o continente é majoritariamente pacífico e comprometido com soluções. É esse espírito que precisamos preservar.”

CNN: E sobre a crise migratória que afeta o continente?

Albert Ramdin: “Precisamos de uma visão mais ampla. Eu entendo e respeito as medidas individuais de países que deportam ou repatriam migrantes irregulares. Cada país tem o direito de aplicar sua legislação. Mas não basta o arcabouço jurídico. Precisamos entender as causas: insegurança, crime organizado, falta de oportunidades, pobreza extrema. Isso gera migração forçada. A maioria dessas pessoas não quer ir embora; elas são obrigadas. A solução passa por investimentos em emprego, educação e desenvolvimento nos próprios países de origem. Sem isso, a pressão migratória continuará.”

CNN: A região está sendo pressionada pela rivalidade entre EUA e China?

Albert Ramdin: “Esperamos que essas tensões não tenham impacto nas relações dentro do hemisfério. Os países vão resolver seus problemas no nível global. As Américas têm seus próprios desafios. Precisamos de unidade. Já vivemos uma polarização política intensa; não podemos importar rivalidades externas. Não acho que os países devam escolher lados, mas essa decisão cabe a eles. Devemos encontrar formas de trabalhar com ambos. Coletivamente somos mais fortes.”

CNN: O Brasil pode liderar algum tipo de mediação na crise da Venezuela?

Albert Ramdin: “O Brasil deve determinar o papel que deseja. É um país grande, com tradição diplomática forte e liderança nas Américas. Vejo valor na visão brasileira. Queremos manter a região como zona de paz. Grandes economias como Brasil, Argentina, Canadá e México, todas do G20, podem, juntas, criar um ambiente melhor de paz e prosperidade.”

CNN: A OEA foi acionada após a aplicação da Lei Magnitsky e sanções contra brasileiros?

Albert Ramdin:“O assunto não chegou à OEA, e sou cauteloso ao falar de temas bilaterais. É importante que os países conversem. Há canais diplomáticos e políticos para isso. Somos parte do mesmo espaço geográfico. Precisamos resolver problemas de forma pacífica e construir uma agenda comum baseada em desenvolvimento e resultados positivos. É uma questão bilateral e espero que seja resolvida. Os dois países são maduros e encontrarão um caminho.”

 

You Might Also Like

Explosão de botijões de gás deixa duas pessoas em estado grave no DF

Carf mantém cobrança de IRPF contra Carla Vilhena por contrato PJ com a Globo

Após trocar União por PSD, Caiado envia carta aberta a Rueda: “devolver o Brasil aos brasileiros”

EXCLUSIVO! Natural de Juazeiro, Ivete Sangalo exalta relação com Salvador e importância da cidade em sua carreira: ‘aqui me entendem’

Líder de facção baiana que faturou R$ 10 milhões com atividades ilícitas é alvo de operação; saiba mais

Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Email Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga o Portal Nação

Nas redes Sociais
FacebookLike
TwitterSiga nas redes
YoutubeSubscribe
TelegramSiga nas redes

Newsletter semanal

Assine nossa newsletter para receber nossos artigos mais recentes instantaneamente!

Notícias populares
outros

Militares ucranianos dizem que ataques russos reduziram após ofensiva em Kursk 

7 de janeiro de 2025
Motorista é assaltado à luz do dia ao sair de caminhonete no DF. Vídeo
Trump diz que Brasil foi para a “esquerda radical” e critica governo 
Filhotes de gato e quero-quero são resgatados de incêndio florestal
Servidor diz ao STF que PRF ordenou ações nas eleições de 2022 
- Publicidade -
Ad imageAd image
  • Avisos legais
  • Política de privacidade
  • Gerenciamento de Cookies
  • Termos e condições
  • Parceiros

Todas as últimas notícias do Portal Nação direto na sua caixa de entrada

Aqui no Portal Nação, acreditamos em criar os melhores produtos para a indústria que cruzam o melhor design de software, experiência do usuário e funcionalidade.

Nosso site armazena cookies no seu computador. Eles nos permitem lembrar de você e ajudam a personalizar sua experiência em nosso site.
Leia nossa política de privacidade para maiores infromações.

Copyright © 2023-2024 Portal Nação | Todos os Direitos Reservados

Orgulhosamente ❤️ por HubCloud © 2024. Todos os Direitos Reservados
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?