Principais candidatos foram pressionados a responder se implementariam operações tão letais quanto as do Rio de Janeiro, evidenciando divergências sobre a lei e a ordem Internacional, Chile, Megaoperação, PCC, Rio de Janeiro CNN Brasil
No debate presidencial do Chile transmitido na segunda-feira (10), os principais candidatos foram pressionados a responder se implementariam operações tão letais quanto as do Rio de Janeiro, evidenciando divergências sobre a lei e a ordem.
Durante a sessão, os moderadores mencionaram a operação policial de outubro na favela da Penha, no Rio de Janeiro, onde uma ação repressiva resultou na morte de pelo menos 117 pessoas, a operação mais letal da história do Brasil.
Os candidatos de direita Johannes Kaiser e Franco Parisi defenderam uma abordagem linha-dura em relação ao crime e à segurança.
Kaiser afirmou que o Estado deve usar toda a força necessária para combater gangues armadas ou grupos terroristas que ameacem o Estado de Direito, justificando uma forte intervenção estatal nesses casos.
Parisi ecoou essa posição, declarando uma política de “bala ou prisão” para criminosos e prometendo aplicar a Lei Antiterrorismo e o Estado de Exceção Constitucional em bairros onde os prefeitos locais solicitarem intervenção, enfatizando a tolerância zero ao crime.
Em contrapartida, Harold Mayne-Nicholls e Jeannette Jara, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, criticaram o uso excessivo da força e a falta de humanidade nessas operações.
Mayne-Nicholls condenou a operação brasileira como um modelo a ser evitado, citando o alto custo em vidas inocentes e o uso excessivo da força.
Jara focou na resposta desproporcional, questionando as prioridades dos candidatos de direita e argumentando que a verdadeira firmeza significa combater o crime organizado e o dinheiro do narcotráfico, não pequenos furtos ou delitos menores.
Ambos defenderam abordagens mais ponderadas e humanas para a segurança pública.

