By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
Portal Nação®Portal Nação®Portal Nação®
Notification Mostrar mais
Font ResizerAa
  • Início
Lendo: Os recados do ministro Gilmar Mendes na reabertura da conciliação do Marco Temporal
Compartilhe
Font ResizerAa
Portal Nação®Portal Nação®
  • Notícias
  • Esporte
  • TV Nação
  • Entretenimento
  • Ciência
  • Tecnologia
  • Acesso
Search
  • Início
Siga nas redes
Portal Nação® > Noticias > outros > Os recados do ministro Gilmar Mendes na reabertura da conciliação do Marco Temporal
outros

Os recados do ministro Gilmar Mendes na reabertura da conciliação do Marco Temporal

Última atualização: 12 de maio de 2025 17:42
Published 12 de maio de 2025
Compartilhe
Compartilhe

Com críticas a “bolhas ideológicas”, a políticos e a organizações não-governamentais, o ministro Gilmar Mendes reabriu os trabalhos da mesa de negociação sobre o Marco Temporal das Terras Indígenas, no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (12/5). Entre as mensagens trazidas em seu discurso, Mendes pediu boa-fé e interesse na conciliação e disse que, sem um consenso, a violência por terras continuará no Brasil. Segundo ele, o conflito no campo virou um “negócio lucrativo” para parlamentares e entidades sem fins lucrativos que se fortalecem com as disputas.

Mendes tem tido dificuldades em chegar a um consenso sobre o assunto — tanto que já é a terceira prorrogação da mesa de conciliação e até o momento, 20 audiências públicas foram feitas. O ministro não conduz diretamente as negociações, mas sim dois integrantes de seu gabinete, os juízes Diego Veras e Lucas Faber. Dessa forma, o ministro busca participar em momentos que julga mais importantes e para estimular o acordo.

Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email

Desde o início da conciliação, Mendes tem encontrado oposição à ideia. A primeira grande resistência já ocorreu nas primeiras audiências com a saída das principais entidades representativas indígenas brasileiras, como a Articulação dos Povos Indígenas (Apib). O grupo entende que os direitos dos indígenas à terra é indisponível, portanto, não pode ser negociado, até porque não existiria a paridade de armas entre indígenas e representantes da agropecuária.

A situação do gabinete de Mendes com os indígenas se agravou desde a negativa de suspensão da Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023) de forma liminar, conforme o pedido pela Apib. Mendes tem deixado claro que não deve afastar a lei do ordenamento nacional, mas que vê espaço para alterações. Contudo, esse recado afastou os indígenas da mesa de negociação — o que levou a uma preocupação sobre a legitimidade da conciliação.

Na esteira das críticas à atuação de parlamentares e ONGs, Mendes citou o livro “A Peste”, do romance de Albert Camus, para dizer que muitos que passaram pela mesa de negociação no STF têm o mesmo perfil trazido no romance, que é um clássico da literatura. A história é sobre a chegada de uma epidemia à cidade argelina de Orã e descreve aproveitadores da situação de desespero, como um personagem que lucra com um mercado paralelo de produtos.

“Durante o decorrer desta Comissão, temos visto parlamentares defendendo eleitoralmente posições irrefletidas, de forma demagógica, olvidando que estão vendendo ilusões, ao passo que muitas ONGs acabam incentivando invasões e conflitos”, disse.

E complementou: “Ambos agem irresponsavelmente, porque não podem assegurar a paz no campo, o que acaba sendo um ‘negócio lucrativo’ para tais intermediadores do conflito. Os parlamentares e algumas ONGs se autoafirmam na sua bolha com base em devaneios e prometem o que não podem cumprir: são mercadores de ilusões”.

O ministro deu sinais de desconforto de interesses estrangeiros na discussão. De improviso, complementando parte do discurso programado, ele disse que recebeu um grupo de indígenas em uma audiência e com eles estava uma “senhora diferente” dos indígenas que falava inglês e filmava toda a reunião.

Um dos pontos trazidos por Mendes foi o atraso econômico e social que as disputas causam ao país e citou o caso da energia elétrica em Roraima. No ano passado, o Ministério Público Federal recomendou à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a interdição de áreas no município de Silves, no estado do Amazonas, por possível existência de comunidades indígenas isoladas. No local, é desenvolvida a extração do gás natural liquefeito para gerar energia elétrica para abastecer a usina termelétrica Jaquatirica III, em Roraima.

“Quem defende que não haja energia elétrica, em Roraima, integrada ao sistema interligado nacional, aposta no caos e na dependência externa da Venezuela, obrigando as pessoas de alguns estados do Norte, a estarem presas no século XIX quando dependiam de lamparinas para ter energia ou exigem a compra de geradores a base de queima de combustível fóssil”, disse.

O ministro voltou a defender que o STF é o melhor local para o diálogo sobre as terras indígenas. Argumentou que, se a Corte não fechar uma definição, o Congresso o fará — em uma tentativa de defender o anteprojeto proposto por seu gabinete. Mendes lembrou que o Legislativo já tem uma proposta de emenda constitucional para inserir o ano de 1988 como o Marco Temporal para a demarcação das terras indígenas. Portanto, o ministro quis demonstrar que a solução consensual no tribunal é um caminho em que as comunidades indígenas e as outras partes terão mais participação no texto.

Em sua fala, Mendes exaltou as conciliações que ele julgou bem sucedidas, como Ñande Ru Marangatu — pelo acordo, a demarcação das terras feita em 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou mantida e os fazendeiros deixarão o local, para isso, receberão R$ 146 milhões de indenização pela terra nua e benfeitorias realizadas. Citou também a decisão do ministro Flávio Dino de conceder royalties aos indígenas atingidos pela usina hidrelétrica de Belo Monte.

A participação de Mendes na terceira tentativa de conciliação demonstra que, mesmo com as críticas à forma de condução da mesa de negociação — sem a efetiva representatividade indígenas — ele vai continuar insistindo em apresentar alguma solução para um dos problemas mais sensíveis brasileiros que são os conflitos de terras.

You Might Also Like

Três regiões do DF ficam sem energia nesta segunda-feira; saiba quais

Rico Melquiades choca internautas ao revelar próxima cirurgia estética: “deveria procurar um psiquiatra”

Irã afirma que “situação está sob controle” após fim de semana de protestos 

Antes mesmo da estreia, BBB 26 tem faturamento bilionário e 500 vezes maior que o prêmio; saiba valor

Viagem aos EUA termina em frustração para o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro

Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Email Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga o Portal Nação

Nas redes Sociais
FacebookLike
TwitterSiga nas redes
YoutubeSubscribe
TelegramSiga nas redes

Newsletter semanal

Assine nossa newsletter para receber nossos artigos mais recentes instantaneamente!

Notícias populares

Mãe forja sequestro para extorquir filhas no interior de MT 

15 de dezembro de 2024
Taubaté x Goiás: horário e onde assistir ao jogo da Copinha 
Jerônimo tenta zerar ruído entre Wagner e Rui Costa: “Esse grupo não pode se dividir”
Corte dos EUA suspende juíza acusada de obstruir agentes de imigração 
Namorada de Belo revela “desprazer” em ser mãe durante briga com ex: “Me deixa viver minha vida”
- Publicidade -
Ad imageAd image
  • Avisos legais
  • Política de privacidade
  • Gerenciamento de Cookies
  • Termos e condições
  • Parceiros

Todas as últimas notícias do Portal Nação direto na sua caixa de entrada

Aqui no Portal Nação, acreditamos em criar os melhores produtos para a indústria que cruzam o melhor design de software, experiência do usuário e funcionalidade.

Nosso site armazena cookies no seu computador. Eles nos permitem lembrar de você e ajudam a personalizar sua experiência em nosso site.
Leia nossa política de privacidade para maiores infromações.

Copyright © 2023-2024 Portal Nação | Todos os Direitos Reservados

Orgulhosamente ❤️ por HubCloud © 2024. Todos os Direitos Reservados
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?