O pontífice demonstrou preocupação com o acordo de paz proposto pelos EUA e disse que divisão entre Estados europeus podem enfraquecer os esforços para pôr fim ao conflito Internacional, Papa, Putin, Rússia, Ucrânia, Zelensky CNN Brasil
O papa Leão XIV exortou líderes europeus a demonstrarem união na busca pela paz na Ucrânia, após se reunir com o presidente Volodymyr Zelensky nesta terça-feira (9), e alertou que nenhum acordo credível pode ser alcançado sem a participação da Europa.
“A guerra está na Europa, e as garantias de segurança que se procuram hoje e no futuro devem envolver a Europa”, disse o papa.
Ele acrescentou que as divisões entre os Estados europeus podem enfraquecer os esforços para pôr fim ao conflito, considerando o momento “uma grande oportunidade” para os líderes da UE agirem em conjunto.
O papa disse que também discutiu com Zelensky o destino das crianças ucranianas levadas para a Rússia, reafirmando a disposição do Vaticano em prestar auxílio por meio de canais humanitários e possíveis negociações.
“A Santa Sé está pronta para oferecer espaço e oportunidades para negociações”, disse ele, embora tenha reconhecido que ofertas anteriores do Vaticano não haviam sido aceitas.
Questionado sobre o plano de paz proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o papa recusou-se a dar comentários detalhados, mas expressou preocupação com o tom do documento em relação à Europa.
“Algumas partes que vi representam uma grande mudança no que durante muitos anos foi uma verdadeira aliança entre a Europa e os Estados Unidos”, disse ele.
“Declarações dirigidas à Europa parecem dividir o que deveria permanecer uma aliança essencial hoje e no futuro.”
Zelensky se encontrou com o papa Leão XIV na residência papal de Castel Gandolfo, a cerca de 30 km a sudeste do Vaticano, e tem um encontro marcado com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em Roma, ainda nesta terça-feira (9)
As conversas com o pontífice e Meloni acontecem em meio aos esforços de Zelensky, com o apoio de aliados europeus, para equilibrar um projeto de acordo de paz com a Rússia, apoiado pelos Estados Unidos, que é amplamente considerado favorável a Moscou.
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