Governador de Minas Gerais voltou a criticar proposta do governo federal Política, Megaoperação, Minas Gerais, Romeu Zema, Segurança Pública CNN Brasil
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a criticar, nesta segunda-feira (3), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, iniciativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a área.
Em entrevista ao CNN 360º, Zema disse que a medida “não resolve o problema da segurança” e que “infelizmente o governo federal não abriu os olhos”.
“A PEC precisa é colocar bandidos atrás das grades, que o Brasil não faz. Eu tenho aqui caso que o comandante da Polícia Militar me mostrou, uma pessoa com 88 ocorrências de furtos, de roubos, principalmente de celulares, que hoje deve estar roubando mais uma vez, vai ter uma audiência de custódia e vai ser solto. Nós estamos enxugando gelo”, declarou o governador.
Zema comentou que ele e os outros seis governadores das regiões Sul e Sudeste apresentaram propostas para a PEC ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o que chamou de “coisas básicas”, que não estão na proposta.
No começo do ano, também em entrevista à CNN, o governador disse que as mudanças da PEC da Segurança terão impacto limitado na redução da criminalidade.
Consórcio da Paz
Além disso, o governador também explicou o “Consórcio da Paz”, grupo formado por governadores de estado na última semana, com foco na segurança pública, após a megaoperação feita pelas Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro contra o CV (Comando Vermelho).
Segundo Zema, o Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste) já trabalhava de forma coordenada e integrada, e definiu somar esforços aos estados do Centro-Oeste, como Goiás e Mato Grosso do Sul.
“E nós deixamos muito claro ao governador Cláudio [Castro], que caso ele precise de algum reforço, e tenha mais uma vez, o que é provável e infelizmente uma negativa do governo federal, nós, estados, estamos disponíveis (…) a mandar algum equipamento de reforço (…) um efetivo (…) para realização de operações de combate ao crime organizado, que é o maior câncer que o Brasil tem hoje”, comentou.
*Sob supervisão de Douglas Porto

