Julliana Lopes, no Hora H, explica que enquanto Lula prefere que atual ministra da Secretaria de Relações Institucionais concorra ao Senado, partido aposta em seu potencial para puxar votos na disputa pela Câmara Eleições, -transcricao-de-videos-, Eleições 2026, Gleisi Hoffmann, Governo Lula, politica CNN Brasil
A saída de Gleisi Hoffmann da Secretaria de Relações Institucionais já é dada como certa dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), mas seu futuro político nas eleições gera divergências internas. De um lado, o presidente Lula demonstra preferência por uma candidatura ao Senado Federal, enquanto outra ala do partido defende sua presença na disputa pela Câmara dos Deputados. Informações são de Julliana Lopes o Hora H.
A analista de Política da CNN Brasil explica que Gleisi Hoffmann deve deixar o cargo ministerial para se dedicar à corrida eleitoral. A ministra é considerada peça-chave nas estratégias do partido para as próximas eleições, o que explica a importância do debate sobre qual cargo ela deve disputar.
A preferência de Lula por uma candidatura ao Senado está relacionada à necessidade de fortalecer a presença do partido na Casa, criando uma espécie de barreira contra a oposição que, segundo avaliações internas, pretende intensificar sua atuação no Senado a partir de 2027. Caso eleita, Gleisi poderia posteriormente se licenciar e retornar ao governo, se assim for determinado.
Disputa estratégica dentro do PT
Por outro lado, uma ala significativa do PT defende que Gleisi Hoffmann concorra à Câmara dos Deputados. O argumento principal é que ela tem potencial para puxar um grande número de votos, beneficiando o partido no cálculo proporcional que determina quantas cadeiras cada legenda terá na Casa.
A decisão sobre o futuro político de Gleisi Hoffmann se insere num contexto mais amplo de reforma ministerial que deve ocorrer no governo. Praticamente todos os ministros com pretensões eleitorais deverão deixar seus cargos, com exceção de Guilherme Boulos, para abrir espaço e se projetarem nas eleições.
O caso de Gleisi Hoffmann ilustra o desafio que o PT enfrenta para equilibrar a distribuição de seus principais quadros entre as diferentes casas legislativas, buscando maximizar sua representação no Congresso Nacional e, ao mesmo tempo, criar condições para enfrentar a oposição nos próximos ciclos políticos.

