Nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia devem acontecer na quarta (23) na Turquia Internacional, Estados Unidos, Rússia, Rússia x Ucrânia, Ucrânia, União Europeia, Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky CNN Brasil
O comissário da União Europeia para Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, afirmou que o bloco e seus aliados não acreditam que o presidente russo Vladimir Putin esteja interessado em negociações, e que ele “quer continuar” a guerra.
Kubilius disse à CNN, em entrevista na segunda-feira (21), que o líder russo “considera que está vencendo”.
“Muitos líderes europeus estão deixando claro que não há sinais claros de que Putin concordará com a paz enquanto a situação continuar como está, porque talvez ele acredite que está ganhando neste conflito”, afirmou o comissário europeu.
Ele explicou que, por isso, “a força do lado ucraniano” é uma das condições para que a paz chegue mais rapidamente.
As declarações de Kubilius ocorrem enquanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou que Rússia e Ucrânia terão a próxima rodada de negociações de paz na quarta-feira (23), na Turquia.
O Kremlin declarou anteriormente ser favorável a essa nova rodada de negociações, mas ressaltou que ainda há muito trabalho diplomático a ser feito para reduzir as divergências entre as partes.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.

