Dados apontam que 970 mil moradores de São Paulo enfrentam a forma mais severa de restrição alimentar São Paulo, -agencia-cnn-, IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Insegurança Alimentar, São Paulo (estado) CNN Brasil
A insegurança alimentar grave, que representa a privação severa no consumo de alimentos e atinge a expressão mais aguda da fome, afeta 970 mil pessoas no estado de São Paulo. Os dados de 2024 são da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Apesar do número ainda alto, o cenário representa uma melhoria em relação ao ano anterior. Em 2023, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave foi de 1,3 milhão de pessoas. A redução entre 2023 e 2024 foi de pouco mais de 370 mil pessoas nesta categoria.
Em 2024, 409 mil domicílios em São Paulo, cerca de 2,4% do total de lares no estado, estavam nesta condição. Em 2023, eram 508 mil domicílios, cerca de 3%.
Em 2024, a prevalência da insegurança alimentar grave na Região Sudeste foi de 2,3% dos domicílios, estando entre as menores estimativas regionais, juntamente com a região Sul (1,7%).
Todos os níveis de insegurança alimentar caíram no Brasil em 2024
Todos os níveis de insegurança alimentar caíram de 2023 para 2024, de acordo um relatório do IBGE publicado na última sexta-feira (10). O número de domicílios nessa condição recuou de 27,6% para 24,2%, o que representa 2,2 milhões de lares a menos.
Apesar disso, aproximadamente 6,5 milhões de pessoas encontram-se em situação de insegurança alimentar grave, ou seja, vivem em domicílios em que o responsável informou que a fome estava presente. Além disso, um em cada quatro domicílios apresentou algum grau de insegurança alimentar em 2024, ou seja, moradores não sabiam se teriam comida suficiente ou adequada na mesa.
Insegurança alimentar diminui; 18,9 milhões de famílias ainda são atingidas
As regiões Norte (37,7%) e Nordeste (34,8%) apresentaram as maiores proporções de insegurança alimentar nos três níveis (leve, moderada e grave), sendo que o grau mais grave foi registrado em 6,3% e 4,8% dos domicílios dessas grandes regiões, respectivamente.

