O cantor ícone do MPB morreu aos 73 anos em Belo Horizonte na noite deste domingo (2) Entretenimento, #CNNPop, Lô Borges, MPB (Música Popular Brasileira) CNN Brasil
No final dos anos 1960 e o início dos anos 1970, em meio às esquinas de Belo Horizonte, Lô Borges se uniu a um grupo de amigos que compartilhavam a mesma inquietude artística e amor pela música. O resultado dessa união foi o lendário Clube da Esquina.
Inspirados pela liberdade e experimentação, nasceu um grupo de amigos músicos que misturavam jazz, rock, bossa nova e sons regionais mineiros, mudando para sempre o rumo da música popular brasileira.
O resultado do movimento é um dos discos mais famosos do Brasil: “O Clube da Esquina”, lançado em 1972. Alguns anos depois, veio “Clube da Esquina 2”, de 1978.
Principais amigos e parceiros de Lô Borges
1. Milton Nascimento
O encontro dos dois foi descrito como uma conexão mágica. Juntos, eles conversavam sobre música, compartilhando as respectivas experiências. Escreveram as famosas músicas “Cravo e Canela”, “Paisagem da Janela” e o álbum “Clube da Esquina nº 2”.
Explorando temas de esperança e desespero, beleza e a dificuldades, e a tensão entre trauma histórico e os futuros incertos do Brasil.
2. Márcio Borges
Márcio era o irmão mais velho de Lô. A relação era marcada por trocas constantes de letras e melodias, resultando em clássicos como “O Trem Azul” e “Tudo Que Você Podia Ser”, que combinavam poesia e melodia de maneira única.
3. Beto Guedes
O amigo de infância trouxe o violão e a sensibilidade para harmonias e canções como “Feira Moderna” e consolidou a união entre amizade e criação musical.
4. Toninho Horta
Guitarrista, contribuiu com as harmonias sofisticadas e arranjos inovadores e ajudou a definir o som característico do Clube da Esquina.
5. Wagner Tiso
Pianista e arranjador, participou da composição e do refinamento dos arranjos, dando profundidade a músicas como “Cravo e Canela” e “Paisagem da Janela”. Outros colaboradores importantes foram
6. Tavito, Flávio Venturini, Fernando Brant e Novelli
Foram outros colaboradores importantes da carreira do artista. Que juntos formaram um movimento revolucionário de novas melodias, letras e arranjos na música popular brasileira, deixando um legado duradouro que perdura até hoje.
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1 de 5O cantor e compositor Lô Borges morreu em Belo Horizonte, aos 73 anos, na noite deste domingo (2) • Reprodução/Redes sociais
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2 de 5Milton Nascimento e Lô Borges, principais fundadores do Clube da Esquina. • Reprodução/Redes Sociais
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3 de 5Lô Borges morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos • Reproduçã/Redes Sociais
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4 de 5Cantor estava internado há duas semanas em Hospital de BH • Dreamstime
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5 de 5Artista tratava um quadro de intoxicação medicamentosa • Bianca Aun/ MTC
Quem era Lô Borges: morte e legado do artista
Em boletim divulgado pelo hospital Unimed, foi informado com pesar que o artista mineiro faleceu às 20h50 deste domingo (2), devido à falência múltipla de órgãos. Ele estava internado desde 17 de outubro, tratando complicações causadas por intoxicação medicamentosa.
No dia 25 de outubro, o cantor passou por uma traqueostomia, procedimento no qual os cirurgiões realizam uma abertura na parte frontal do pescoço e na traqueia, logo abaixo do pomo de Adão. Após o procedimento, ele continuou a depender de ventilação mecânica para respirar. O artista permaneceu internado por cerca de 18 dias até o seu falecimento, ocorrido nesta segunda-feira (3).
O músico foi um dos idealizadores do Clube da Esquina, movimento musical brasileiro que surgiu em Belo Horizonte entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1970. O grupo reuniu talentos como Milton Nascimento, Beto Guedes e Toninho Horta, entre outros compositores e músicos de destaque.
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