Latrell Brito foi condenado por crimes de fraude em licitação e em contrato público, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; ele está preso desde janeiro deste ano São Paulo, -agencia-cnn-, Cantor, facção, PCC (Primeiro Comando da Capital), São Paulo (estado) CNN Brasil
O empresário Vagner Borges Dias, que possui o nome artístico “Latrell Brito” e ficou conhecido por ser o ‘pagodeiro do PCC’, já acumula condenações que juntas somam mais de 50 anos de prisão.
Latrell é dono de empresas suspeitas de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Além disso, o Ministério Público também o denunciou por liderar um esquema de fraude e licitações em Arujá, Região Metropolitana de São Paulo. O pagodeiro já está preso desde o dia 27 de janeiro.
Quem é o ‘pagodeiro do PCC’
O empresário Vagner Borges Dias, ou “Latrell Brito”, é um cantor de músicas melódicas que acumula mais de 900 mil seguidores em suas redes sociais. Ele foi o alvo de investigações no começo de 2024 que apurava empresas ligadas ao PCC a um esquema de fraudes em licitações em diversas cidades do estado de São Paulo.
O cantor foi alvo de uma denúncia anônima que apontou que a empresa dele, a Vagner Borges Dias M.E, seria a vencedora de uma licitação para área de saúde, na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, em 2023.
Quando a investigação avançou para o interior do estado, na cidade de Araraquara, os promotores descobriram que um dos representantes do pagodeiro mantinha ligações com outro empresário, um integrante do PCC, com condenações por tráfico de drogas.
Ainda no mesmo ano, conversas obtidas pelo MP-SP apontavam Latrell como o cabeça do esquema de fraudes do PCC que rondou mais de R$ 200 milhões em prefeituras e câmaras de vereadores da Grande São Paulo e do interior do estado.
Ele estava foragido desde 2024 e foi localizado e preso em janeiro deste ano.
Sentenças acumuladas
Na segunda sentença, que saiu na última terça-feira (23), ele recebeu 32 anos, 10 meses e 4 dias de prisão — sendo 24 anos e 10 meses de reclusão e 8 anos de detenção — pelos crimes de fraude em licitação e em contrato público, além de corrupção ativa e fraude.
Segundo o documento, as infrações foram praticadas mais de uma vez, o que levou à soma das penas em concurso material — quando a mesma pessoa comete dois ou mais crimes diferentes em momentos distintos. Ele também foi condenado a pagar 192 dias de multa, calculados em 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos.
Apesar destes mais de 30 anos, Latrell já acumulava uma outra sentença. Em julho deste ano, o pagodeiro foi sentenciado a 26 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado, além de 80 dias de multa, fixados em valor equivalente a um salário mínimo cada.
Neste processo, ele foi indiciado pelo crime de lavagem de dinheiro, cometido cinco vezes. A decisão determinou ainda o perdimento de imóveis em Mogi das Cruzes e Suzano, considerados de origem criminosa, que deverão ser leiloados e revertidos aos cofres públicos.
A Justiça também manteve a prisão preventiva do pagodeiro, apontando risco à ordem pública e à aplicação da lei penal. Um outro pedido solicitado pelo Ministério Público por indenização por dano moral coletivo foi negado pela Justiça.

