Substituição de Celso Sabino partiu de Lula Política, Antonio Rueda, Celso Sabino, Gleisi Hoffmann, Governo Lula, União Brasil CNN Brasil
A mudança no comando do Ministério do Turismo foi assunto de uma recente conversa entre a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
Segundo interlocutores, a conversa teria ocorrido por iniciativa de Rueda, após afastamento recente com o Palácio do Planalto.
Fontes relataram à CNN que, no encontro, Rueda apenas sinalizou vontade de reaproximação com o governo. A sugestão de retirar Sabino, no entanto, foi do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscou atender também uma ala governista do União Brasil e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
O partido de centro teria decidido aparar as arestas com o Planalto após o anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-SP). O União Brasil lançou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Mas, nos bastidores, apoiava o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Procurados para comentar a conversa, Rueda e a ministra Gleisi ainda não se manifestaram.
Entenda
Durante a reunião ministerial desta quarta-feira (17), Lula anunciou a saída de Celso Sabino (sem partido) do cargo de ministro do Turismo. Para o lugar dele, deve ser indicado o paraibano Gustavo Feliciano, filho do deputado Damião Feliciano (União-PB).
Gustavo já ocupou a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba e tem trânsito entre parlamentares da bancada do estado.
Pai e filho mantêm relação próxima também com Hugo Motta, que deu aval à escolha do novo ministro.
Segundo auxiliares do presidente, um dia antes da confirmação da mudança, Lula conversou por telefone com o presidente da Câmara e antecipou a substituição. O gesto foi interpretado como uma tentativa de recompor pontes com o comando da Casa.
Nos bastidores, aliados de Lula avaliam que a mudança no Turismo também busca fortalecer a base aliada em um momento de dificuldades do governo para consolidar maioria no plenário, além de reduzir resistências internas no União Brasil, partido que abriga alas com posições divergentes em relação ao Planalto.

