O Google, responsável por mais de 90% das buscas no Reino Unido, utiliza conteúdo coletado pelo rastreador de busca para criar resumos de IA e o Modo IA Negócios, buscas, CNN Brasil Money, Google, Inteligência Artificial, Reino Unido CNN Brasil
O Reino Unido afirmou que deseja que o Google altere os serviços de busca para oferecer mais opções a empresas e consumidores, incluindo a possibilidade de editores optarem por não ter o conteúdo usado nos resumos gerados por Inteligência Artificial (IA) ou no treinamento de modelos de IA independentes.
As propostas surgem após a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) ter designado o Google como “mercado estratégico” em outubro, concedendo à CMA o poder de tomar medidas para aumentar a concorrência no setor.
O Google, responsável por mais de 90% das buscas no Reino Unido, utiliza conteúdo coletado pelo rastreador de busca para criar resumos de IA e o Modo IA, além de produtos independentes como o assistente de IA Gemini.
Sites de notícias e outros editores têm visto as taxas de cliques caírem drasticamente devido à dependência dos usuários em resumos gerados com o auxílio de IA.
A CMA quer mudar esse cenário, permitindo que os editores optem por não participar dos recursos de IA do Google sem afetar o posicionamento nas buscas gerais.
A proposta também incluía alterações para garantir que a classificação dos resultados de pesquisa seja justa e transparente, além de facilitar a escolha de outros mecanismos de busca pelos usuários.
A diretora executiva da CMA, Sarah Cardell, afirmou que as “ações direcionadas e proporcionais” dariam às empresas e aos consumidores do Reino Unido mais opções e controle.
“Elas também proporcionariam um acordo mais justo para os editores de conteúdo, principalmente organizações de notícias”, apontou ela.
O Google, no entanto, argumentou que as pessoas estão mudando a forma como pesquisam e que as Visões Gerais de IA as estão ajudando a descobrir novos conteúdos.
A empresa disse que oferece aos editores uma série de controles e que está “explorando atualizações” para permitir que os sites optem por não participar dos recursos de IA de pesquisa.
“Estamos otimistas de que podemos encontrar um caminho que ofereça ainda mais opções aos proprietários e editores de sites, ao mesmo tempo garantindo que as pessoas continuem tendo uma experiência de busca mais útil e inovadora possível”, declarou Ron Eden, diretor de gerenciamento de produtos do Google.
A consulta pública sobre as propostas será encerrada em 25 de fevereiro.

