Vice-presidente da Arko Advice afirma que encontro entre líderes políticos revela ceticismo sobre pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro Política, -transcricao-de-videos-, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Waack, William Waack, ww CNN Brasil
A reunião entre líderes políticos na casa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revela uma crescente desconfiança por parte de aliados e potenciais parceiros políticos em relação à sua pré-candidatura à Presidência da República. A avaliação foi feita por Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, durante sua participação no WW.
Segundo Noronha, além da desconfiança já manifestada pelo mercado financeiro na sexta-feira (5), agora o ceticismo parte também de aliados políticos. “Claramente, o Centrão não está embarcando em definitivo nessa campanha porque tem um nome preferencial, que é o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas”, explicou.
O especialista destacou que dificilmente Tarcísio de Freitas (Republicanos) se lançará como candidato caso Flávio Bolsonaro insista em manter sua pré-candidatura. Diante desse cenário, os partidos políticos provavelmente aguardarão o desempenho de Flávio nas pesquisas eleitorais antes de tomarem decisões definitivas sobre alianças.
Federação partidária e impasses políticos
Um ponto importante observado por Noronha foi a presença de representantes do PP e União Brasil na reunião. “Esses dois partidos estão tentando formar uma federação. E como federação, eles não podem apoiar candidatos distintos”, explicou. Essa situação coloca o União Brasil em posição delicada, especialmente considerando a possível candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o que poderia até mesmo levar o político a deixar o partido.
Sobre a narrativa de Flávio Bolsonaro relacionada à elegibilidade e anistia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Noronha avalia que se trata mais de uma estratégia para construir a imagem de perseguição política do que propriamente uma tentativa de criar condições institucionais para aprovação da anistia no Congresso Nacional. “Obviamente que ele está muito mais tentando colocar a narrativa de que o pai é um perseguido político”, concluiu o analista.

