Cazaque e bielorussa reeditam no sábado (31) a decisão de 2023 em Melbourne, em que a atual nº1 do mundo levou a melhor Tênis, Australian Open, CNN Esportes CNN Brasil
Elena Rybakina venceu Jessica Pegula na semifinal do Australian Open, nesta quinta (29), e agora enfrenta a nº1 do mundo, Aryna Sabalenka, na decisão do Grand Slam.
A representante do Cazaquistão, de 26 anos, conseguiu parciais de 6/3 e 7/6. Agora, ela e a bielorussa irão reeditar a final de 2023 em Melbourne, em que Sabalenka levou a melhor, enquanto Rybakina busca seu 2º Slam após conquistar Wimbledon em 2022.
Cabeça de chave número cinco, Rybakina começou em ritmo avassalador na Rod Laver Arena, ditando o ritmo com suas tradicionais pancadas potentes e colocando muita pressão sobre a adversária norte-americana.
Depois de parecer perdida no começo do jogo, Pegula se acalmou e conseguiu se manter no jogo mesmo perdendo por 4-2 no primeiro set, salvando break points.
Mas Rybakina voltou a aumentar a intensidade e fechou o primeiro set com um winner que cruzou a quadra, ficando a um passo da final.
Depois de encerrar a temporada de 2025 derrotando Sabalenka no WTA Finals, garantindo o título, a russa-cazaque começou o segundo set quebrando o saque de Pegula, para abrir 2/1.
A norte-americana ainda se recompôs devolvendo a quebra e, mais tarde, salvou três match points para empatar o set em 5-5, ganhando uma sobrevida na partida, forçando um tie-break minutos depois.
Pegula ainda teve dois set points, mas desperdiçou a chance e acabou derrotada por Rybakina, que faz a final com Sabalenka no sábado (31).
“Foi um segundo set épico. A Jessica jogou muito bem, lutou até o fim e estou feliz por estar na final”, disse Rybakina.
“Foi realmente, realmente estressante. Tive um tie-break épico aqui (em 2024) e um pequeno flashback veio à minha mente. Fico feliz que tenha sido a meu favor e estou ansiosa para jogar no sábado”, comemorou ela, ainda em quadra.
Pegula, de 31 anos, chegou ao confronto na Rod Laver Arena sem ter perdido um set em todo o torneio, mas admitiu que acabou sentindo o peso da sessão noturna na quadra principal.
“Eu vinha jogando todas as partidas durante o dia. É muito mais quente, muito mais rápido. Chegar lá à noite foi agradável, mais fresco, mas muito lento. Demorei um pouco para me encontrar”, disse ela aos repórteres.
“Meu tempo de bola estava bem errado por um tempo, e é difícil contra alguém que bate tão forte quanto ela. Ela se adaptou mais rápido e estava me mandando aquela bola pesada, forte, eu estava cometendo muitos erros, não acompanhando bem os golpes como eu poderia”, avaliou.

