Conselho nacional quer nome de Chico Lucas, secretário do Piauí, ou Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF Política, -agencia-cnn-, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski CNN Brasil
Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a corrida para um nome que o substitua ganhou fôlego e já há pressão dos estados com dois indicados pelo Consesp (Conselho de Secretários de Segurança) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O grupo de 27 secretários sugere o atual titular da Segurança do Piauí, Chico Lucas, ou o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, nome que é cotado pelo Palácio do Planalto, conforme antecipou a CNN.
A favor de Lucas, os secretários citam que ele alia conhecimentos para substituir Lewandowski. É formado em Direito, foi policial rodoviário federal e procurador do Estado, unindo o jurídico e a segurança. Além de o Piauí ter reduzido significativamente os números de crimes violentos e patrimoniais durante sua gestão.
O secretário também é filiado ao PT e já foi presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seccional Piauí.
Na avaliação de secretários ouvidos pela reportagem, o nome dele ajudaria o governo a ter mais interlocução com os estados, algo criticado por eles na gestão Lewandowski.

Já Andrei Rodrigues é indicado pelo Consesp pelo perfil técnico por conta da atuação da PF no combate ao crime organizado. O diretor da PF também é próximo ao presidente Lula.
Outro quesito é que a segurança pública será uma das principais bandeiras de Lula neste ano eleitoral de campanha à reeleição e uma pasta dedicada ao tema mostraria esforço no combate à criminalidade.
Andrei Rodrigues foi chefe da segurança de Lula durante sua campanha presidencial vitoriosa em 2022. O diretor da PF também teve cargo de chefia durante a Olimpíada no Rio de Janeiro e tem o nome apoiado por uma ala do PT, partido do presidente.

No sábado (10), o colegiado divulgou uma nota pública afirmando que defende a recriação do Ministério da Segurança Pública e que o momento é “oportuno e estratégico” para a separação das pastas.
O grupo defendeu que o futuro ministro da nova pasta seja alguém com experiência direta na área, familiaridade com a realidade das forças de segurança e capacidade de conduzir pautas legislativas complexas.
A possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas voltou a ser discutida no governo Lula da Silva com o anúncio da saída de Lewandowski.
O presidente disse a seus ministros em dezembro que vai recriar a pasta, condicionando a ação à aprovação da PEC da Segurança no Congresso Nacional. Lewandowski se despediu na última sexta-feira (9).
A CNN também mostrou que o nome de Wellington César Lima e Silva ganhou força para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no lugar de Ricardo Lewandowski. O jurista tem bom trânsito com o presidente Lula e com a ala baiana do governo.

Wellington ocupou a função em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Na gestão Lula 3, ele foi secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, um cargo chave do Palácio do Planalto e que costuma despachar diretamente com o presidente da República.

