Mulher foi presa no último domingo pela PCMG em Belo Horizonte Minas Gerais, -agencia-cnn-, armamento, Belo Horizonte, Polícia Civil CNN Brasil
A servidora concursada da PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais), Vanessa de Lima Figueiredo, passou por audiência de custódia, na manhã desta terça-feira (11), em Belo Horizonte (MG). Após a sessão, a Justiça determinou que ela permaneça no sistema prisional.
Segundo a determinação, como a prisão não foi em flagrante, ela passou pela audiência de custódia somente para que fossem avaliadas, a legalidade da prisão e a ausência de violação de direitos no cumprimento da prisão.
A defesa de Vanessa solicitou liberdade provisória. O pedido será analisado pelo juiz da 4ª Criminal de Belo Horizonte, mas sem data estipulada.
Vanessa foi presa no domingo (09), em Belo Horizonte, suspeita de desviar armamentos já apreendidos da 1ª Delegacia do Barreiro, onde trabalhava.
Servidora suspeita de desviar armamento de delegacia é presa em MG
A Corregedoria da PCMG está à frente das investigações, que começaram após uma arma ser apreendida durante uma ocorrência em Contagem, na Grande BH e os agentes identificarem o armamento como já apreendido. Além dele, outras armas também haviam desaparecido do local. Vanessa era a única pessoal com acesso ao acervo e, por isso, a principal suspeita.
Por meio de nota, a PCMG informou que mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigada foram cumpridos no domingo juntamente com a prisão da servidora.
“A PCMG esclarece que servidora investigada foi encaminhada ao sistema prisional, e os materiais apreendidos foram direcionados à perícia técnica para as devidas análises.”
O Sindep (Sindicato dos Escrivães e Oficiais Investigadores de Polícia de Minas Gerais) se manifestou por meio de nota, questionando o fato dos armamentos não estarem armazenados em uma Cadeia de Custódia e sim em uma delegacia regional.
“A questão central a ser debatida nesse fato é a não observância da Cadeia de Custódia dos vestígios criminais. Estas armas não deveriam estar acauteladas naquela unidade policial, deveriam estar na central de custódia. O pacote anti-crime estabeleceu isso em 2019, já são seis anos e até agora, armas e drogas continuam acauteladas em unidades policiais sem o devido cuidado com a cadeia de custódia.”, manifestou o Presidente do Sindep, Marcelo Horta.
A CNN Brasil entrou em contato com a SEJUSP (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) sobre os questionamentos feitos pelo Sindicato, mas não teve retorno.

