Empresário Paulo Skaf foi eleito para retornar à presidência da entidade nesta segunda-feira para mandato de 2026 a 2029 Macroeconomia, Donald Trump, FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, tarifaço de Trump, Tarifas CNN Brasil
Eleito para retornar ao comando da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf disse em sua primeira entrevista a jornalistas após o pleito, nesta segunda-feira (4), que o tarifaço dos Estados Unidos é “grave” e pregou “diplomacia empresarial”.
“Em relação ao tarifaço, temos um problema de momento, mas um problema grave. Cerca de 44% dos produtos foram resolvidos com as exceções, mas temos agora 56% das exportações impactadas com a tarifa de 50%. Serão impactadas muitas pequenas e médias empresas que, inclusive, mandam toda sua produção para os Estados Unidos”, disse.
Skaf assume a presidência da entidade somente em janeiro, mas se disse à disposição para colaborar com as articulações contra o tarifaço. Para o presidente eleito da Fiesp, a situação “precisa ser resolvida para ontem”: “Espero que a diplomacia brasileira encontre rápido caminho para reduzir essa alíquota”, disse.
Sobre as relações internacionais da Fiesp na sua gestão, o empresário disse que o foco das ações será a ”diplomacia empresarial”. “Vamos ter equipes trabalhando de forma permanente para abrir mercados, se aproximar dos clientes do exterior, para que possamos vender mais, comprar mais, trazer investimentos, levar investimentos a outros países, especialmente para o mercado americano”, disse.
Como uma das primeiras ações nesta direção, Skaf afirmou que escalará o ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio) Roberto Azevêdo para comandar o Conselho de Relações Internacionais da entidade diretamente de Nova York a partir de 2026.
Azevêdo é diplomata de carreira e é considerado um dos maiores negociadores comerciais do mundo. Como diretor-geral da OMC, ele já negociou diretamente com Donald Trump no primeiro mandato do americano e chegou a ser contratado pelo setor privado para atuar no tarifaço atual.
O presidente eleito destacou ainda que os Estados Unidos são o principal destino para bens brasileiros com maior agregação de valor: as exportações industriais tiveram recorde de US$ 31,6 bilhões no ano passado. “O que nos interessa é vender manufatura, agregando valor, gerando emprego, pagando melhores salários”, completou.
Skaf de volta à Fiesp
Paulo Skaf sacramentou seu retorno à presidência da Fiesp em eleição realizada na sede da entidade na tarde desta segunda-feira (4). O empresário assume em janeiro e ficará no comando entre 2026 e 2029.
A votação aconteceu entre 9h e 17h, com apuração imediata. Segundo a própria entidade, o processo foi conduzido pela Mesa Diretora, presidida pelo Dr. Fábio Prieto, e acompanhado pela Comissão Eleitoral da entidade, presidida pelo ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Sydney Sanches.
Skaf tem formação administrativa e por mais de 20 anos atuou no setor têxtil, inicialmente como empresário e depois como líder do setor ao assumir a presidência da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções) e do Sinditêxtil/SP (Sindicato da Indústria Têxtil do Estado de São Paulo).
Em 2004, foi eleito para seu primeiro mandato como presidente da Fiesp, ocupando o cargo por 17 anos, até 2021. Nesse meio tempo, em 2007, assumiu o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

