Delegado que investiga o caso revelou detalhes que levaram polícia ao suspeito Paraná, -agencia-cnn-, Feminicídio, investigacao policial, Violência contra a mulher CNN Brasil
A Polícia Civil do Paraná prendeu Adriano Forgiarini, na última sexta-feira (26), em São Miguel do Iguaçu (PR), sob suspeita de simular um assalto para assassinar a própria esposa, Jaqueline Rodrigues Pereira, de 37 anos. O caso, tratado como feminicídio, ganhou força após a análise de evidências que refutaram a narrativa de roubo.
Relembre caso: mulher vence câncer, mas acaba morta em assalto forjado pelo marido no PR
O delegado Walcely de Almeida revelou que a cena do crime era “muito esquisita” e que o suspeito já tinha um histórico de registrar boletim de ocorrência falso.
A principal quebra do álibi veio da recuperação do áudio de uma câmera de segurança, que registrou um primeiro tiro abafado às 5h22 da manhã. Cerca de dez minutos depois, às 5h32, foi enviada uma mensagem “muito estranha” do celular da vítima para um grupo de família, sugerindo que ela ainda estaria viva.
A investigação confirmou que um segundo disparo, “muito bem mais alto,” ocorreu aproximadamente às 6h29, momento em que a polícia suspeita que Adriano tenha forjado o próprio ferimento de raspão.
Além disso, a gravação de áudio comprovou que não houve latidos de cachorros até a chegada de um familiar, indicando que “não tinha mais ninguém lá”, segundo Almeida.
Considerado um dos grandes indícios foi um “vulto de gente” capturado no reflexo da porta de vidro ao amanhecer. A imagem, melhorada, mostrou o suspeito vestindo a roupa descrita por testemunhas — bermuda escura e camisa cinza —, carregando o que se confirmou ser a arma do crime, uma espingarda .22, encontrada escondida em um telhado.
O crime aconteceu no último dia 13 deste mês e a polícia realizou a prisão na última sexta-feira em um hotel da cidade.

