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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse nesta segunda-feira (22) que há entre 10 e 12 grupos interessados no leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP).
Mesmo com as restrições sugeridas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e avalizadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), o ministro aposta em concorrência no leilão, que deve ocorrer em março.
“Alguns dizem que só teremos um ou dois participantes. Não é verdade. Hoje temos de 10 a 12 interessados mundialmente. A partir do dia 10 de janeiro, vamos fazer reuniões [com potenciais investidores] apresentando a operação do Tecon Santos 10”, afirmou Costa Filho em entrevista à CNN Brasil.
Segundo ele, esses grupos não estavam aparecendo antes porque aguardavam uma definição da modelagem de disputa. Se houvesse livre participação de armadores (companhias de navegação), eles provavelmente ficariam de fora, disse o ministro.
“Temos grupos que estão sinalizando […]. Holandeses, filipinos, temos grandes fundos de investimentos do mercado árabe que estão procurando o ministério”, acrescentou.
O novo superterminal deve receber mais de R$ 6 bilhões em investimentos e ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres no maior porto da América Latina, que está à beira da saturação.
No início de dezembro, o TCU decidiu pelo veto à participação de armadores e de operadores de terminais de contêineres já existentes em Santos.
Isso exclui da disputa, por exemplo, a gigante suíça MSC e a companhia de navegação dinamarquesa Maersk – ambas têm demonstrado publicamente forte interesse pelo Tecon Santos 10.
O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou que acatará todas as determinações e recomendações feitas pelo tribunal de contas.
Costa Filho está prevendo reuniões com embaixadores estrangeiros em Brasília e pelo menos dois dias de encontros com o mercado, em São Paulo, para tirar dúvidas sobre o edital.
“Vamos fortalecer o porto, evitar a concentração de mercado e democratizar a participação de novos players“, ressaltou o ministro.
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