Pasta revisou estoque da dívida pública federal para até R$ 8,8 trilhões em 2025 Macroeconomia, CNN Brasil Money, Dívida pública, Governo brasileiro, Tesouro Nacional CNN Brasil
O subsecretário da Dívida Pública, Daniel Leal, afirmou nesta terça-feira (30) que o Tesouro não pretende forçar o mercado com novas emissões de títulos. Segundo ele, a estratégia é aproveitar apenas janelas favoráveis — momentos em que há demanda de investidores — sem a necessidade de ampliar a oferta de papéis além do planejado.
“O Tesouro não tem nenhuma necessidade de forçar o mercado para emitir nenhum dos indexadores. Se houver janelas saudáveis de emissão, se houver uma demanda saudável e o mercado estiver funcionando bem, vamos aproveitar. Mas não temos nenhuma necessidade adicional de fazer isso. Em alguns momentos se comentou que o Tesouro iria forçar ou não. Isso não é uma realidade”, disse em coletiva de imprensa.
A revisão do PAF (Plano Anual de Financiamento) 2025 elevou a faixa projetada para o estoque da dívida pública federal, que antes variava de R$ 8,1 trilhões a R$ 8,5 trilhões, para o novo intervalo de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões até dezembro.
Segundo o subsecretário, a mudança foi motivada pela demanda mais forte desde o início do ano, que permitiu recompor o colchão de liquidez e ampliar a margem de manobra para a gestão da dívida.
As emissões foram distribuídas de forma mais equilibrada em 2025, com 41% em títulos prefixados, 39% em pós-fixados (LFTs) e 21% em papéis atrelados à inflação.
Leal ressaltou que a expectativa é terminar 2025 com todos os indicadores dentro da banda prevista pelo PAF e com caixa suficiente para entrar em 2026 em uma posição confortável.

