By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
Portal Nação®Portal Nação®Portal Nação®
Notification Mostrar mais
Font ResizerAa
  • Início
Lendo: Tratamento para doença cardíaca desenvolvido no SUS é levado para Portugal 
Compartilhe
Font ResizerAa
Portal Nação®Portal Nação®
  • Notícias
  • Esporte
  • TV Nação
  • Entretenimento
  • Ciência
  • Tecnologia
  • Acesso
Search
  • Início
Siga nas redes
Portal Nação® > Noticias > outros > Tratamento para doença cardíaca desenvolvido no SUS é levado para Portugal 
outros

Tratamento para doença cardíaca desenvolvido no SUS é levado para Portugal 

Última atualização: 5 de setembro de 2025 12:19
Published 5 de setembro de 2025
Compartilhe
Compartilhe

Procedimento pouco invasivo é usado para tratar miocardiopatia hipertrófica, caracterizada pelo aumento do músculo do coração e redução do fluxo sanguíneo  Saúde, Doenças cardíacas, SUS (Sistema Único de Saúde) CNN Brasil

Contents
Leia MaisProjeto orienta cirurgias cardíacas infantis em tempo real no SUSNova solução para pressão alta resistente pode chegar em breveRemédio comum para coração pode aumentar risco de morte em mulheresTratamento padrão x tratamento inédito do SUSIntercâmbio com Portugal

Uma técnica desenvolvida no Brasil pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, do Sistema Único de Saúde (SUS), para tratar uma doença cardíaca, foi adotada pelo Hospital Santa Marta, em Lisboa. O intercâmbio aconteceu em julho, após o procedimento demonstrar menor risco aos pacientes e menor tempo de internação no tratamento da miocardiopatia hipertrófica.

Os cardiologistas brasileiros Bruno Valdigem e A. Tito Paladino Filho estiveram na capital portuguesa na segunda quinzena de julho para ensinar os detalhes técnicos e teóricos da ablação septal por radiofrequência, técnica inovadora desenvolvida no SUS, além de acompanhar a realização do procedimento pela primeira vez em Portugal.

Leia Mais

  • Projeto orienta cirurgias cardíacas infantis em tempo real no SUS

    Projeto orienta cirurgias cardíacas infantis em tempo real no SUS

  • Nova solução para pressão alta resistente pode chegar em breve

    Nova solução para pressão alta resistente pode chegar em breve

  • Remédio comum para coração pode aumentar risco de morte em mulheres

    Remédio comum para coração pode aumentar risco de morte em mulheres

A miocardiopatia hipertrófica é uma doença cardíaca em que as paredes dos ventrículos (câmeras inferiores do coração) se tornam espessas e rígidas, dificultando a passagem de sangue. A condição tem origem genética, que pode surgir de forma espontânea ou hereditária. Entre os sintomas estão falta de ar, batimentos irregulares do coração (palpitações), dor torácica e, em alguns casos, desmaios.

“Nós nascemos com um preparo para o músculo do coração crescer mais do que devia. Da mesma forma em que um halterofilista faz musculação para crescer o músculo e ficar mais forte, o coração não para de fazer atividade. Ele continuamente está contraindo para empurrar o sangue para frente. Mas, em algumas pessoas, esse músculo aumenta muito de tamanho sem o preparo dos vasos sanguíneos que levam oxigênio para ele. Então, ele cresce de forma desorganizada e gera cicatrizes que podem causar arritmia”, explica Bruno Valdigem em entrevista à CNN.

Tratamento padrão x tratamento inédito do SUS

Geralmente, a miocardiopatia hipertrófica é tratada com medicamentos como betabloqueadores, que reduzem a força de contração do músculo cardíaco e melhoram o fluxo sanguíneo no coração. Outra opção mais invasiva é a miectomia, uma cirurgia que corta um pedaço do músculo do coração para aumentar o fluxo de sangue que sai do músculo. No entanto, como todo procedimento invasivo, pode trazer riscos à saúde quando não realizado em centro especializado.

Uma alternativa menos invasiva é a ablação septal alcoólica, também chamada de alcoolização, usada quando a intervenção cirúrgica é contraindicada. Nela, é feito um cateterismo com infusão de álcool direto no músculo cardíaco, provocando um infarto químico controlado.

“Esse infarto mata parte desse músculo que está aumentado de tamanho para aliviar sua obstrução. Mas há complicações. Uma a cada cinco pessoas não é candidata [à alcoolização], porque não tem uma coronária que leva até o local que precisa ser cauterizado, ou então porque, depois da cauterização, é preciso usar um marca-passo também”, afirma Valdigem.

Devido a essas limitações, os médicos brasileiros, então, estudaram um conjunto de trabalhos de um grupo de pesquisadores alemães sobre o uso de cateteres de ablação por radiofrequência, que já são usados para tratar arritmias. Os especialistas queriam entender se era possível simular o efeito do álcool de forma mais controlada. A partir disso, a técnica foi adaptada para o uso no Brasil.

“Cateter é todo cabo que consegue entrar em um vaso. Nós vamos até o coração com um tipo diferente de cateter, procura o local onde o coração está aumentado [guiado por ecocardiograma]. Esse cateter de radiofrequência libera calor e cauteriza o músculo de forma parecida com o que o álcool faz quimicamente. Mas é mais focado. Você consegue escolher o local que quer cauterizar, assim como a intensidade dessa cauterização e, de certa forma, aproximar a quantidade de músculo que quer causar dano tecidual”, explica Valdigem.

Em outras palavras: a ablação septal por radiofrequência tem o mesmo propósito da alcoolização, mas garante maior precisão e controle no procedimento. “Começamos a usar essa técnica aqui no Brasil em 2017, no Dante Pazzanese, por necessidade. Tínhamos muitos pacientes precisando e começamos a extrapolar um protocolo de pesquisa para ver o quanto que essa técnica, com materiais que tínhamos disponíveis no SUS, poderia ajudar os nossos pacientes. O Dante começou a usá-la de forma bem frequente e ficamos muito felizes com isso”, afirma.

Apesar de ser realizada com frequência, a técnica da ablação septal por radiofrequência ainda é considerada um protocolo de pesquisa. No entanto, já está descrita na última diretriz brasileira para tratamento da cardiomiopatia hipertrófica. Em artigo publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, o procedimento demonstrou ser seguro e eficaz, podendo ser considerado uma opção para o tratamento da condição.

“Para ser indicado a esse protocolo, o paciente precisa ter uma limitação importante ao realizar pequenos esforços [se cansar com facilidade, por exemplo]. Em quase todos os que realizaram o procedimento, ao final de um ano, eles conseguiram melhorar sua capacidade física”, diz Valdigem. “Isso não quer dizer que ele vai parar de usar medicações. Alguns pacientes até diminuíram a dose, mas a ideia é fazer o paciente voltar para o mais saudável que ele conseguir nesse contexto”, completa.

Intercâmbio com Portugal

O Hospital Santa Marta, em Lisboa, é referência no tratamento da miocardiopatia hipertrófica, mas, até então, contava apenas com a opção da ablação septal alcoólica para tratamento da condição em pacientes não elegíveis à cirurgia. Os cardiologistas portugueses, Bruno Valente e Antônio Fiarresga, viajaram até o Brasil para conhecer o Instituto Dante Pazzanesse e entender de perto o trabalho realizado pelos brasileiros.

Em seguida, Valdigem e Tito viajaram para Portugal para ensinar o método utilizado no SUS à equipe do Hospital Santa Marta, que selecionou pacientes que poderiam se beneficiar da técnica. O procedimento foi realizado em três pacientes portugueses em conjunto com os médicos brasileiros.

“A troca foi boa em dois aspectos: primeiro, que, quando eles vieram para o Brasil, eles deram aula sobre algumas técnicas que eles realizam em Portugal e que não fazemos no SUS ainda”, relata Valdigem. “E nós conseguimos ensinar o que fazemos para que pudessem montar um sistema de atendimento lá em Portugal que possa colocar essa técnica como complementar ao que eles já fazem”, afirma.

O próximo passo dos especialistas é continuar estudando e realizando a técnica, com possibilidade de expandir as trocas de conhecimentos em uma rede multinacional de médicos, de forma que ela possa ser levada para outras regiões do mundo.

Mounjaro protege pessoas com diabetes de doenças cardíacas, diz estudo

 

You Might Also Like

Ba-Vi: Supostos integrantes da Imbatíveis são detidos com granada, arma e drogas antes de clássico

VÍDEO: Ônibus e vans com torcedores do Vitória são abordados pela PM horas antes do Ba-Vi

Felipe desabafa sobre perda de Cristiano Araújo: “A saudade é visita frequente”

Bombeiros e policiais atenderam manifestantes atingidos por raio. Veja vídeo

Time misto? Bahia divulga relacionados pro Ba-Vi sem Éverton Ribeiro e mais quatro titulares

Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Email Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga o Portal Nação

Nas redes Sociais
FacebookLike
TwitterSiga nas redes
YoutubeSubscribe
TelegramSiga nas redes

Newsletter semanal

Assine nossa newsletter para receber nossos artigos mais recentes instantaneamente!

Notícias populares
outros

Entenda do que se trata a oferta de US$ 100 bi de Elon Musk pela OpenAI 

12 de fevereiro de 2025
Homem é agredido e preso após ser flagrado se masturbando ao lado de mulheres em terminal de ônibus
Astronauta de “doença misteriosa” está bem após regressar, diz Nasa 
Projeto de anistia: governo prevê disputa voto a voto no Senado 
Anvisa alerta para tentativa de golpe com falsa cobrança por e-mail
- Publicidade -
Ad imageAd image
  • Avisos legais
  • Política de privacidade
  • Gerenciamento de Cookies
  • Termos e condições
  • Parceiros

Todas as últimas notícias do Portal Nação direto na sua caixa de entrada

Aqui no Portal Nação, acreditamos em criar os melhores produtos para a indústria que cruzam o melhor design de software, experiência do usuário e funcionalidade.

Nosso site armazena cookies no seu computador. Eles nos permitem lembrar de você e ajudam a personalizar sua experiência em nosso site.
Leia nossa política de privacidade para maiores infromações.

Copyright © 2023-2024 Portal Nação | Todos os Direitos Reservados

Orgulhosamente ❤️ por HubCloud © 2024. Todos os Direitos Reservados
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?