Declaração ocorre antes do encontro com o presidente Lula em Kuala Lumpur, com a agenda incluindo tarifas sobre produtos brasileiros e sanções a autoridades do país Internacional, -agencia-reuters-, China-EUA, Donald Trump, Luiz Inácio Lula da Silva, Rússia CNN Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (25) que gostaria que a China ajudasse Washington nas tratativas com a Rússia.
“Gostaria que a China nos ajudasse com a Rússia”, disse o republicano a repórteres a bordo do avião presidencial, o Força Aérea Um. “Gostaria que a China nos ajudasse”, repetiu o líder americano.
A declaração ocorre um dia antes da reunião entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada pelo americano para este domingo (26), em Kuala Lumpur, capital da Malásia. O encontro acontece em meio à Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), e deve abordar temas como o tarifaço de 50% imposto por Washington a produtos brasileiros, além das sanções aplicadas a autoridades do país.
Em declarações recentes, Trump disse que a redução das tarifas depende das “circunstâncias corretas”. Lula, por sua vez, afirmou estar disposto a “encontrar uma solução” e que viajou à Malásia com essa disposição.
“Eu espero que role (o encontro). Vim com a disposição que a gente possa encontrar uma solução”, afirmou o presidente brasileiro.
Além das tarifas, os dois líderes devem discutir temas internacionais, como o conflito na Ucrânia, a crise em Gaza e as tensões com a Venezuela. Durante entrevista em Jacarta, na Indonésia, Lula declarou que acredita em um acordo futuro com os Estados Unidos, mas ressaltou que o acerto “não será feito amanhã ou depois de amanhã”.
Sem citar diretamente Trump, Lula também criticou a possibilidade de execuções extrajudiciais de pessoas acusadas de tráfico de drogas, e disse que líderes devem agir com responsabilidade.
“Você não está aí para matar as pessoas, você está para prender as pessoas. Antes de punir alguém, é preciso julgar, ter provas. Você não pode simplesmente dizer que vai invadir o território de outro país. É preciso respeitar a Constituição, a autodeterminação dos povos e a soberania territorial”, afirmou.
A fala é direcionada a escalada do conflito entre EUA e Venezuela, que tem se intensificado nas últimas semanas. Em agosto, Trump ordenou o envio de navios de guerra para o Mar do Caribe com o objetivo de combater embarcações que supostamente transportavam drogas para o território americano.
*Com informações de Trevor Hunnicut, da Reuters

