Dados da IEA (Agência Internacional de Energia) indicam que a demanda por cobre deve crescer cerca de 30% até 2040 Negócios, CNN Brasil Money, Minério de ferro, Vale CNN Brasil
A Vale, maior mineradora da América Latina, não avalia, neste momento, novas aquisições ou fusões e pretende dobrar sua produção de cobre, afirmou o presidente da empresa, Gustavo Pimenta.
O plano de ampliar a produção do minério parte do diagnóstico de que o mercado global de cobre é restrito e complexo do ponto de vista da oferta – os projetos são caros e demorados –, mas conta com uma demanda crescente.
O cobre é utilizado como base em praticamente todos os produtos ligados à eletrificação, em componentes de veículos elétricos, cabos e equipamentos de energia.
Dados da IEA (Agência Internacional de Energia) indicam que a demanda por cobre deve crescer cerca de 30% até 2040.
“A Vale hoje está fazendo 350 mil toneladas de cobre e a gente colocou um plano de chegar a 700 mil toneladas de cobre, dobrando”, disse Pimenta durante painel na Exposibram, um dos principais eventos do setor mineral na América Latina, que reúne grandes mineradoras, representantes do governo e lideranças políticas.
O investimento em cobre também faz parte da estratégia de diversificação do portfólio da empresa.
O cobre deve, inclusive, ser enquadrado como “estratégico” no texto final da Política Nacional dos Minerais Críticos, que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados.
Em entrevista a jornalistas após o painel, ao ser questionado sobre possíveis novas fusões e aquisições, Pimenta afirmou que o foco da Vale está em desenvolver seus próprios ativos.
“Muita gente tem buscado M&A (fusões e aquisições) por não ter endowment minerário. No nosso caso, não precisamos disso. Temos um potencial mineral muito grande”, disse o executivo.

