Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador de Caracas voltou a criticar Washington e afirmou que o país exercerá o direito à defesa Internacional, Donald Trump, EUA, Nicolás Maduro, ONU, Venezuela CNN Brasil
A Venezuela acusou os Estados Unidos de assolar a América Latina com miséria “em nome da liberdade” nesta terça-feira (23), durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU.
“Os Estados Unidos parecem estar destinados pela Providência a assolar a América Latina com miséria em nome da liberdade”, disse o embaixador do país sul-americano Samuel Moncada, citando Simón Bolívar.
E acrescentou: “O mundo precisa saber que a ameaça não é a Venezuela — a ameaça é o atual governo [dos Estados Unidos]”.
Em seu discurso, Moncada disse que o país sul-americano poderá exercer seu direito de autodefesa, caso os ataques persistam.
“Não são as drogas, não é a segurança, não é a liberdade; é o petróleo, são as minas, é a terra”, alertou, dizendo: “O mundo sabe que, se a escala dos ataques armados continuar, exerceremos, com toda a determinação, nosso direito inalienável à autodefesa”.
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta terça-feira (23) para discutir questões relacionadas a Venezuela, Irã e Somália.
O representante de Cuba classificou a escalada dos Estados Unidos como uma “violação flagrante dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”. O país sul-americano se posicionou contra a pressão contra a Venezuela. Segundo o representante, as medidas dos EUA também prejudicam Cuba.
Na mesma reunião, os embaixadores da China e da Rússia condenaram a pressão de Washington contra Caracas, acusando os EUA de violarem leis do direito internacional e de tentar impor sua vontade aos países vizinhos.
Pressão contra o regime de Maduro
Apesar das críticas, o embaixador dos Estados Unidos disse que o país irá impor e aplicar sanções “na máxima extensão” para privar o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, de acessar recursos.
“A ameaça mais grave para este hemisfério, para a nossa própria vizinhança e para os Estados Unidos, vem de grupos terroristas e criminosos transnacionais”, disse o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, ao Conselho de Segurança da ONU.
Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região e Trump anunciou um bloqueio a todas as embarcações sujeitas a sanções americanas.
Até o momento, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no Mar do Caribe, ambos carregados com petróleo bruto venezuelano. A Guarda Costeira também está perseguindo uma terceira embarcação vazia que se aproximava da costa do país membro da OPEP.
“A realidade é que os petroleiros sancionados funcionam como a principal fonte de renda para Maduro e seu regime ilegítimo. Esses mesmos petroleiros também financiam o grupo narcoterrorista Cartel de Los Soles”, disse Waltz.
Washington designou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista estrangeira no final do mês passado, devido ao suposto papel do grupo na importação de drogas ilegais para os EUA.
O governo americano acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles. O governo da Venezuela rejeitou o que chamou de medida “ridícula” de designar o grupo “inexistente”.

