Âncora da CNN, William Waack analisa que o posicionamento do governo brasileiro diante da captura de Nicolás Maduro pelos EUA é uma “voz sem eco” devido à perda de influência diplomática Internacional, -transcricao-de-videos-, América Latina, Estados Unidos, Governo Lula, Nicolás Maduro, Política internacional, Venezuela CNN Brasil
O âncora da CNN, William Waack, fez uma análise crítica sobre o posicionamento do Brasil diante da recente operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, neste sábado (3), que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. Segundo Waack, a manifestação do governo brasileiro representa uma “voz sem eco” no cenário internacional.
Durante sua análise, o âncora destacou que há duas situações contraditórias no posicionamento americano. Por um lado, existe uma diretriz estratégica clara anunciada pela Casa Branca, considerando o hemisfério ocidental como área de influência exclusiva dos EUA. Por outro lado, há uma aparente improvisação nas declarações de Donald Trump, que surpreendeu até mesmo seu próprio governo ao anunciar a mudança de regime na Venezuela.
Brasil perdeu capacidade de influência regional
Em relação ao Brasil, Waack foi enfático ao afirmar que o país “transformou-se numa voz sem eco”. Segundo ele, o Brasil, apesar de ser uma potência média com território extenso e histórico de liderança na América do Sul, adota atualmente “posturas diplomáticas de anão”. O analista destacou que o país deveria ser muito mais ouvido não apenas nesta crise, mas em outras questões internacionais.
Waack apontou que o Brasil perdeu qualquer chance de ter influência sobre a Venezuela quando deu “um lustro de legitimidade ao roubo eleitoral praticado por Maduro recentemente”. Ele mencionou que Lula foi “chutado nos fundilhos por Maduro diversas vezes” e criticou o apego do presidente brasileiro a “ideias anciãs” relacionadas ao chavismo, algo que, segundo ele, vem de mais de 20 anos.
O âncora da CNN também comentou sobre a improvisação americana na operação, questionando quem governará a Venezuela após a captura de Maduro. “Marco Rubio vai ser o novo presidente da Venezuela? Quem é que Trump vai botar em Caracas para a gente telefonar para lá e perguntar, escuta, o que você vai fazer?”, indagou Waack, destacando que esse tipo de improvisação é fatal nas relações internacionais.
Ao final de sua análise, Waack ressaltou que não há nenhuma autoridade internacional capaz de impor qualquer solução neste momento, refletindo uma tendência global de enfraquecimento das instâncias multilaterais. Ele lamentou a debilidade e vulnerabilidade do Brasil no cenário internacional, resultado do que chamou de “um consenso social brasileiro” que nunca se preocupou adequadamente com questões de segurança e defesa.

